Descobrir uma vulnerabilidade mais depressa só resolve «parte do problema»: é preciso conseguir «corrigi-la antes de alguém a explorar». Foi este desafio que marcou uma conversa entre Sam Altman, presidente executivo da OpenAI, e Clay Magouyrk, co-presidente executivo da Oracle, sobre o papel da IA na segurança do software.
«A IA está a ajudar-nos a descobrir todos os problemas de segurança que desenvolvemos ao longo dos últimos cinquenta anos», disse Clay Magouyrk. A observação coloca a tecnologia no papel de revelar falhas que já existiam, numa altura em que as empresas enfrentam um volume crescente de problemas para analisar e corrigir.
Uma actualização trimestral de segurança da Oracle «resolveu cerca de três mil problemas, a maioria identificada com recurso a IA». A dimensão deste trabalho também expõe uma dificuldade: a capacidade de detectar vulnerabilidades pode avançar «mais depressa que os processos necessários para distribuir as respectivas correcções».
É neste contexto que surge o Oracle AI Security Mesh, associado à parceria com a OpenAI. Esta ferramenta permite investigar vulnerabilidades, analisar possíveis formas de exploração e estudar correcções. Para ajudar as equipas a distinguir ameaças reais de falsos positivos, apresenta elementos como os «passos necessários para reproduzir uma falha e os resultados dos testes».
Sam Altman admitiu que a resposta poderá exigir uma mudança «mais profunda» nas estratégias de segurança, com maior recurso à monitorização contínua: «Talvez seja demasiado difícil corrigir cada falha, uma a uma, em toda a cadeia de fornecimento. Acho que vamos precisar de novas formas de as resolver», concluiu o CEO.
