A OpenAI lançou recentemente o GPT-5.5, mas já aponta para o que poderá vir a seguir. O CEO, Sam Altman, deixou uma pista sobre o GPT-6, na sequência de um problema curioso que envolveu respostas com referências a criaturas como “goblins” no sistema Codex.
Nos últimos dias, a empresa viu-se obrigada a explicar por que razão o modelo estava a gerar conteúdos “estranhos”. A origem foi identificada num «detalhe do treino», em particular numa funcionalidade de personalização que incentivava o uso de metáforas com criaturas.
Para corrigir o comportamento, a empresa ajustou o modelo com uma instrução directa: «Nunca fales de goblins, gremlins, guaxinins, trolls, ogres, pombos ou outros animais ou criaturas, a menos que seja absolutamente e inequivocamente relevante para a pergunta do utilizador».
Contudo, esta correcção acabou por chamar tanta ou mais atenção que o próprio problema. Foi neste contexto que Sams Altman sugeriu, em tom de brincadeira, que o GPT-6 deveria ter «extra goblins», com um post no X. Apesar do tom leve, a referência acabou por alimentar a especulação sobre a próxima geração de modelos.
Na verdade, a OpenAI tem deixado indicações consistentes sobre o futuro do seu modelo de IA, com o CEO a descrever sistemas com «interacção contínua», capazes de «reter contexto ao longo do tempo, adaptar-se ao utilizador e funcionar como uma presença mais persistente, em vez de uma ferramenta pontual». Aliás, isto foi precisamente o que a Google fez com o Gemini, no seu mais recente update.