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A ler: Especialista quebra a segurança da Nintendo Switch 2 com recurso a inteligência artificial
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PCGuia > Jogos > Nintendo > Especialista quebra a segurança da Nintendo Switch 2 com recurso a inteligência artificial
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Especialista quebra a segurança da Nintendo Switch 2 com recurso a inteligência artificial

O investigador Sammy Hajhamid utilizou ferramentas de inteligência artificial para penetrar no sistema da nova consola da Nintendo, executando software não oficial e expondo as primeiras grandes vulnerabilidades do equipamento.

Pedro Tróia
Publicado em 23 de Outubro, 2026
Tempo de leitura: 7 min
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Foto por Kamil Switalski em Unsplash.
Neste artigo
  • A intervenção da inteligência artificial e os métodos físicos
  • O papel do SmileBASIC 4 e a resposta imediata da Nintendo
  • O impacto no mercado e o panorama da PlayStation 5

O cenário da modificação de consolas acaba de atingir um novo marco histórico com a quebra do sistema de segurança da mais recente consola da Nintendo. O investigador e modificador Sammy Hajhamid conseguiu ultrapassar com sucesso as funcionalidades de segurança do firmware 23.0.1 da Nintendo Switch 2, abrindo as portas para a execução de software não oficial, o acesso à maioria dos periféricos do dispositivo e a criação de cópias de segurança de ficheiros de gravação. A revelação foi feita a 22 de Outubro, quando o especialista partilhou imagens de uma versão modificada do jogo Mario Kart World, a qual incluía personagens alheias ao universo da empresa, como Goku, Walter White, Peter Griffin e Hatsune Miku. Todo este processo inaugural de pirataria e modificação foi impulsionado por ferramentas de programação baseadas em inteligência artificial, marcando uma nova era na engenharia reversa de videojogos, segundo avança o site TechSpot.

A intervenção da inteligência artificial e os métodos físicos

Ao contrário da tendência actual que coloca o modelo Claude no centro das explorações de código, Hajhamid recorreu ao Codex da OpenAI para atingir os seus objectivos. A ferramenta de inteligência artificial foi fundamental para programar as modificações no título de corridas, mas o processo de ruptura do sistema demorou cerca de duas semanas a ser finalizado. Para forçar a entrada no sistema da consola, o investigador criou uma estrutura física elaborada para interagir com o equipamento. Esta configuração complexa incluiu um método para enviar comandos através das portas USB e receber o sinal de vídeo por HDMI. Como o processo envolvia múltiplas falhas de sistema durante as tentativas da inteligência artificial, o especialista comprou um interruptor de luz Bluetooth na Amazon, programando-o para premir fisicamente o botão de energia da consola sempre que a ferramenta de programação bloqueava o dispositivo portátil.

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i jailbroke the nintendo switch 2

so i modded cinnamoroll, peter griffin, hatsune miku, and more into Mario Kart World, a switch 2 exclusive

now watch my friends and i get cooked by bots

learn more and get the exploit https://t.co/ykjgyfrFRp https://t.co/BOcFhejRz1

— pepsipu (@pepsipu) October 22, 2026

A primeira tentativa de invasão orquestrada pelo Codex utilizou o motor WebKit. Esta abordagem inicial não surpreende os especialistas em segurança informática, uma vez que o WebKit já serviu de porta de entrada para a exploração de diversas plataformas no passado. No entanto, esta primeira incursão não permitiu a execução de software caseiro, a aplicação de modificações aos jogos ou a salvaguarda de ficheiros de gravação. Para ultrapassar estas limitações, o investigador teve de fornecer novos parâmetros e objectivos à inteligência artificial, forçando o sistema a procurar vulnerabilidades mais profundas no código da plataforma.

O papel do SmileBASIC 4 e a resposta imediata da Nintendo

O ponto de acesso acabou por ser encontrado num título desenhado para a geração anterior, o SmileBASIC 4. Esta linguagem de programação já tinha um historial no mundo das modificações, visto que uma versão anterior facilitou a quebra de segurança da consola portátil 3DS. A exploração funciona inteiramente através de falhas de software, dispensando qualquer alteração aos componentes físicos internos da máquina. Contudo, Hajhamid ainda não desenvolveu um firmware personalizado completo. Consequentemente, o procedimento de invasão tem de ser repetido sempre que a consola reinicia, exigindo a ligação constante a um computador para injectar o código.

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A reacção do mercado e dos criadores foi imediata e implacável. A Nintendo e a produtora SmileBomb retiraram o SmileBASIC 4 das lojas digitais norte-americanas e europeias logo após a divulgação pública da vulnerabilidade. Neste momento, apenas os utilizadores que já tinham descarregado a ferramenta de programação conseguem replicar o processo de invasão. A versão japonesa da aplicação mantinha-se disponível no momento da descoberta, mas o bloqueio ocidental demonstra a rapidez com que as empresas actuam para travar a propagação destas ferramentas. Esta agilidade na resposta reflecte a preocupação com a protecção da propriedade intelectual, procurando garantir que a nova geração não sofre dos mesmos problemas de pirataria que assombraram o modelo anterior.

O impacto no mercado e o panorama da PlayStation 5

Se a comunidade de modificadores da Switch 2 continuar a progredir a este ritmo, o cenário pode vir a espelhar exactamente o que aconteceu com a primeira versão da consola. A segurança do modelo original foi ultrapassada numa fase invulgarmente precoce para um dispositivo da fabricante japonesa. Historicamente, a emulação e a criação de sistemas operativos personalizados afectavam as plataformas da empresa muito depois do fim da sua vida útil. Porém, na geração passada, os grandes lançamentos chegaram aos emuladores quase no mesmo dia em que ficaram disponíveis nas lojas físicas, um fenómeno que a empresa tenta agora evitar a todo o custo com o seu novo hardware.

O panorama da quebra de segurança não se limita ao universo das consolas portáteis, estendendo-se também aos equipamentos de sala. A comunidade dedicada à PlayStation 5 continua extremamente activa e a apresentar resultados significativos. No início do mês, um programador demonstrou aquilo que aparenta ser uma falha ao nível do núcleo do sistema na versão 14.10 do firmware. Esta foi precisamente a actualização que a Sony lançou para corrigir a vulnerabilidade explorada pelo método conhecido como Relapse, que afectou quase todas as versões anteriores do sistema. Embora esta nova exploração permaneça privada, a fabricante nipónica já lançou a versão 14.20 para tentar mitigar futuros ataques. Paralelamente, as quebras de segurança em versões mais antigas do sistema da Sony já permitiram aos utilizadores adicionar suporte para o sistema operativo Linux, transformando a máquina de jogos num autêntico computador pessoal.

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Etiquetas:jailbreakSwitch 2
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