A Midjourney pediu a um tribunal norte-americano que obrigue a Disney, a Universal e a Warner Bros. a divulgar «informação mais detalhada sobre a forma como utilizam inteligência artificial generativa», diz o TechCrunch.
Este pedido surge no âmbito do processo de violação de direitos de autor movido pelos três estúdios contra a empresa, que acusam a plataforma de treinar os seus modelos de IA com personagens protegidas por copyright, como Darth Vader ou Bart Simpson.
Numa nova exposição ao tribunal, a Midjourney considera «insuficiente» a decisão anterior de «apenas obrigar os estúdios a revelar documentação relacionada com conteúdos de IA destinados ao público». A empresa defende que esta limitação «permite às produtoras seleccionar apenas os documentos que reforçam a sua posição», ocultando informação que poderá «favorecer a defesa da startup».
Segundo a Midjourney, a documentação em causa poderá demonstrar que os próprios estúdios utilizam IA «treinada com conteúdos protegidos por direitos de autor para fins internos, como a criação de storyboards ou o desenvolvimento de ideias para filmes e séries». Caso isto se confirme, a empresa considera que essa prática poderá «servir de argumento a favor» da sua interpretação da doutrina do “fair use”, que invoca para justificar o treino dos seus modelos.
A startup quer ainda que Disney, Universal e Warner divulguem todos os pedidos (ou seja, os prompts) que fazem nas plataformas de IA, bem como as imagens geradas, e não apenas aqueles que deram origem às alegadas infrações.
Já os estúdios acusam a Midjourney de estar a fazer uma «fishing expedition» (pedir um volume muito alargado de documentos ou informação sem ter provas concretas de que esses elementos existem) e insistem que o objectivo do processo é «impedir a utilização e distribuição não-autorizada de personagens protegidas e não travar o desenvolvimento da IA».
