A operadora lançou a Guia-NOS, uma aplicação que tem como objectivo «ajudar pessoas cegas ou com baixa visão a compreender melhor o espaço que as rodeia e a realizar tarefas do dia-a-dia com maior autonomia».
O acesso à app é gratuito e destina-se a utilizadores com um grau de incapacidade visual «superior a 60%». A validação é feita através do envio do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso num processo que, segundo a empresa, é «rápido e totalmente confidencial».
Desenvolvida pela NOS Inovação, esta aplicação (para iOS e Android) descreve, em tempo real, o ambiente captado pela câmara do telemóvel, ao reconhecer «pessoas, objectos, textos e cores». A mesma pode, ainda, ser usada com os óculos inteligentes Ray-Ban da Meta, que é parceira da NOS nesta iniciativa.
«A Guia-NOS nasceu da convicção de que a tecnologia cria verdadeiro impacto quando é desenhada a pensar nas pessoas. Ao permitir que as pessoas cegas compreendam de forma mais completa o ambiente que as rodeia, esta solução reforça a sua autonomia e inclusão», disse Margarida Nápoles, directora de responsabilidade social e comunicação corporativa da NOS, durante o evento de apresentação.
Este projecto tem um ano: em 2025, a operadora avançou com uma experiência-piloto durante o NOS Alive com um grupo de utilizadores cegos. O «resultado positivo» levou a um «ano adicional de testes e desenvolvimento», com o apoio da Access Lab, até à disponibilização pública da aplicação.
Francisco Dias, um dos utilizadores que participou no processo, considera que a solução teve um impacto significativo na sua rotina: «Permite-me ler e organizar documentos, ou outros objectos, sem precisar de pedir ajuda e tem sido um apoio significativo na minha mobilidade. A integração nos óculos torna tudo mais intuitivo, pois fico com uma mão livre para aceder a todas as funcionalidades».
A parceria entre a NOS e a Meta chega ainda ao NOS Alive deste ano: pessoas cegas ou com baixa visão que participem no festival poderão «receber gratuitamente óculos inteligentes para experimentar a aplicação no recinto e acompanhar os concertos de forma mais autónoma».
