A Microsoft está a preparar uma mudança muito aguardada pelos utilizadores do seu sistema operativo. A versão de testes mais recente do Windows 11 traz melhorias significativas à barra de pesquisa, permitindo finalmente encontrar aplicações e ficheiros locais mesmo quando existem erros ortográficos, e preparando o terreno para desactivar as sugestões da web.
Esta novidade junta-se a outras alterações recentes na interface, como a preparação de agentes de inteligência artificial directamente na barra de tarefas, mostrando que a empresa está focada em refinar a experiência de utilização diária.
Tolerância a erros ortográficos nas aplicações
A versão Windows 11 Insider Experimental Preview Build 26300.8687, lançada a 12 de Junho de 2026, resolve um problema antigo e frustrante. Até agora, a pesquisa do sistema operativo aplicava a correcção ortográfica apenas às consultas feitas na web através do Bing. Se o utilizador se enganasse a escrever o nome de um programa instalado, o sistema ignorava a aplicação local e mostrava um resultado da internet.
Agora, a tolerância a falhas passa a funcionar localmente. Escrever “utlook” vai mostrar o Microsoft Outlook, enquanto “pwerp” apresenta imediatamente o PowerPoint como a melhor correspondência, exibindo o ícone correcto e as opções para abrir ou afixar o programa. Mesmo palavras com letras em falta ou a mais, como “tskm”, conseguem identificar o Gestor de Tarefas (Task Manager) com precisão.
Ficheiros locais ganham prioridade sobre a web
A Microsoft também optimizou a forma como os resultados das Definições são apresentados, garantindo que as opções mais relevantes surgem no topo da lista, em vez de atalhos vagamente relacionados. No entanto, a maior alteração reflecte-se na procura de ficheiros locais.
Num teste com um ficheiro nomeado “Severance-S2E5” (uma referência a uma série de televisão popular), a versão estável do Windows 11 ignorava o documento guardado no disco e enchia o painel com vídeos do YouTube e sugestões do Bing. Com a nova actualização, o ficheiro local em formato JPG aparece imediatamente em destaque como a melhor correspondência, relegando as sugestões da internet para segundo plano.
March Rogers, director de design da Microsoft para o Windows, confirmou na rede social X que os ficheiros locais passam a ter prioridade absoluta nestas novas actualizações. A gigante tecnológica continua assim a melhorar a navegação no sistema, algo que já tinha ficado claro quando surgiram os primeiros indícios de novas ferramentas inteligentes integradas na área de trabalho.
O fim da obrigatoriedade do Bing
A grande novidade, que os utilizadores pedem há anos, é a possibilidade de desligar a web por completo. March Rogers garantiu que as sugestões da internet vão poder ser totalmente desactivadas.
Actualmente, remover o Bing da pesquisa exige a edição do Registo do Windows, um processo complexo e desaconselhado para a maioria das pessoas. Em breve, o sistema vai ter um botão simples nas Definições para executar esta acção, permitindo que a pesquisa funcione de forma estritamente local. Existirá também um interruptor independente para ocultar sugestões de aplicações da Microsoft Store que não estejam instaladas.
Algumas destas optimizações de pesquisa já começaram a chegar a todos os utilizadores na actualização de Junho de 2026, seguindo o ritmo de várias correcções e adições implementadas nos últimos meses. A opção para desligar o Bing continua em fase de testes, mas deve começar a ser distribuída de forma mais alargada nas próximas semanas.