A Microsoft prepara-se para abrir a Barra de Tarefas do Windows 11 a agentes de Inteligência Artificial desenvolvidos por terceiros. Esta novidade, descoberta recentemente nas versões de teste do sistema operativo, promete alterar a forma como os utilizadores interagem com o ambiente de trabalho. Em vez de se limitarem a responder a perguntas numa janela de chat, estes novos assistentes virtuais vão conseguir planear e executar tarefas de forma semi-autónoma, além de interagirem directamente com aplicações e ficheiros locais.
As pistas sobre esta funcionalidade surgiram nas compilações 26100.8313 e 26200.8313 do Windows 11, que se encontram actualmente no canal de testes Release Preview. Nestas versões preliminares, os agentes de Inteligência Artificial passam a ter direito a ícones próprios na Barra de Tarefas, acompanhados por indicadores de estado. Esta interface gráfica permite aos utilizadores verificar o progresso das operações em tempo real, perceber exactamente o que o assistente se encontra a realizar e, se necessário, interromper a acção a qualquer momento.
Uma nova caixa de pesquisa e mais opções
As compilações analisadas mostram também uma alteração de design significativa. A tradicional barra de pesquisa do Windows 11 dá lugar a uma nova caixa designada “Ask Copilot” (Perguntar ao Copilot). A partir deste ponto central, os utilizadores podem seleccionar agentes específicos para os ajudar no dia-a-dia. A lista de opções inclui soluções criadas pela própria Microsoft, como é o caso do agente “Researcher” integrado no Microsoft 365, mas também abre as portas a assistentes desenvolvidos por outras empresas de software.
A transição de simples modelos de linguagem para agentes capazes de executar tarefas complexas representa um passo importante. Ao contrário das ferramentas que correm exclusivamente no browser, estes novos ajudantes operam de forma nativa no sistema. Contudo, a capacidade de interagir com ficheiros e aplicações levanta questões naturais sobre a privacidade dos dados.
Segurança e controlo nas empresas
A Microsoft já veio a público garantir que o Windows vai pedir autorização expressa aos utilizadores antes de permitir que qualquer agente aceda a informações sensíveis ou realize acções que exijam privilégios especiais. A ideia passa por manter o controlo sempre do lado de quem utiliza o computador, para evitar surpresas desagradáveis com operações automatizadas.
Apesar destas garantias iniciais, a publicação ExtremeTech refere que ainda existem muitas dúvidas por esclarecer. Os detalhes técnicos sobre a segurança da plataforma, a precisão das acções executadas pelos agentes e os controlos específicos para as empresas continuam envoltos em mistério. Os planos de negócio a longo prazo para a integração de assistentes de terceiros também não são conhecidos até ao momento.
Espera-se que a Microsoft disponibilize mais informações sobre o funcionamento desta funcionalidade antes de avançar para um lançamento global. Até lá, a comunidade de programadores e os utilizadores mais curiosos vão continuar a explorar as versões de teste para tentar perceber o verdadeiro impacto destes agentes autónomos no futuro do Windows 11, que promete ficar cada vez mais optimizado para a Inteligência Artificial.