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PCGuia > Startup > Didimo quer tornar as interacções virtuais mais humanas
Startup

Didimo quer tornar as interacções virtuais mais humanas

Mafalda Freire
Publicado em 4 de Julho, 2020
Tempo de leitura: 5 min

A Didimo é uma startup que resulta de «catorze anos de investigação na área de desenvolvimento de personagens virtuais» e que desenvolveu uma tecnologia que permite a «criação automática de humanos digitais», esclarece à PC Guia, Verónica Orvalho, CEO e fundadora da empresa.

O nome, que significa gémeo em grego, foi escolhido precisamente porque o que a tecnológica faz é «criar modelos digitais realistas (didimos)», uma espécie de cópias de humanos, que podem ser usados em interações virtuais.

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É que num mundo em que cada vez mais a comunicação é intermediada pela tecnologia, a responsável sente que se está a «perder o lado humano». A CEO diz que o objectivo da startup é muito claro: «A nossa missão é precisamente colmatar a falta de características que são essenciais para a individualidade humana, como as emoções, a expressividade e as subtilezas de cada pessoa. No fundo, queremos tornar a comunicação virtual mais orgânica, real e humana». A empreendedora acredita que «recorrendo a atributos humanos será possível estabelecer relações mais confiáveis entre as pessoas».

Humanos digitais em dois minutos
A tecnologia da Didimo, desenvolve humanos digitais de alta fidelidade «para negócios e consumidores, de forma rápida e acessível». A fundadora revela como funciona: «Compilamos todas as áreas envolvidas no processo de criação de um avatar 3D – como a modelação, manipulação, textura, animação 3D, entre outras – e as centenas de horas de trabalho a um único processo». A solução é diferenciadora pela «qualidade e a rapidez com que entregamos o produto final», salienta. É que além dos «níveis de texturas, malhas e captura de movimentos que os Didimos apresentam», há também o facto de ser possível «criar um humano digital com apenas um clique», reduzido um processo «de mais de quatrocentas horas de trabalho para menos de dois minutos» e sem «envolver especialistas em design e engenharia computacional».

Aplicações em várias áreas
A tecnologia «tem potencial para ser usada em vários sectores, desde o entretenimento à educação», sendo que, neste momento, estão «mais focados no entretenimento, nomeadamente videojogos, e retalho com vários projectos a decorrer», explica Verónica Orvalho e a empresa já está a negociar com empresas importantes: «Estabelecemos algumas parcerias, nomeadamente com a Sony e a Amazon, tendo trabalhado em jogos como o CeekVR e o Atom Republic para a PlayStation, entre outros, que nos permitiram validar e afinar a tecnologia». Outras áreas em que estão a trabalhar é de «digital fashion e da experiência de virtual try on» em que pretendem «modificar a experiência das compras online, tornando-a o mais imersiva, envolvente e precisa possível para o consumidor e, também, reduzindo a taxa de devoluções para o fornecedor».

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Uma solução sem fronteiras
A solução da Didimo não se cinge a um mercado por ser digital e como tal, «a internacionalização é um caminho que a empresa já está a percorrer». De momento, a startup tem operação nos EUA e em Portugal. Em termos de clientes, os «mercados alvo são os EUA, Canadá, o Reino Unido e, no continente asiático, China e Japão».

A equipa tem 25 colaboradores, mas prevê «a contratação de cerca de quinze pessoas para a área técnica» e quer terminar «o ano com cerca de cinquenta colaboradores». A Didimo espera, não só crescer em número de profissionais, mas também «melhorar o produto e consolidar a presença no mercado».

Estes objectivos não são alheios à situação actual: «O contexto como o que vivemos, fruto das circunstâncias impostas pelo novo Coronavírus, torna ainda mais evidente a relevância dos humanos digitais, aplicados, por exemplo, nas consultas à distância, no e-learning ou no acompanhamento à população mais sénior. Razões mais que suficientes para antevermos um futuro com mais Didimos».

Para já, há nova versão da aplicação, para iOS e Android, «que permite, por um lado, que qualquer utilizador crie o seu próprio Didimo, e, por outro lado, que as empresas possam integrar a nossa solução em larga escala».

 

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Etiquetas:3DAvatarDidimoempreendedorismoHumanos digitaisInteracções virtuaisStartup
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