A mais recente iteração do conhecido browser focado na privacidade já se encontra disponível para download para computadores e dispositivos móveis. A versão 16.0 tem como alicerce o Firefox ESR 153, integrando aproximadamente um ano de alterações técnicas da fundação Mozilla. Durante a auditoria de transição anual, a equipa de desenvolvimento resolveu mais de 270 problemas estruturais. Esta actualização aplica mudanças profundas na forma como os utilizadores interagem com as opções de segurança diárias.
Interface de configuração totalmente reconstruída
O painel de definições sofreu uma remodelação integral para espelhar o esquema visual que o Firefox introduziu em Junho passado. A navegação tornou-se mais intuitiva e os rótulos apresentam uma maior clareza para o utilizador comum. O antigo separador geral desapareceu em definitivo, dando lugar a páginas dedicadas para a aparência, transferências e gestão de separadores. As secções exclusivas do Tor, como o estado da ligação e o nível de segurança, foram criadas de raiz para acompanhar a nova linguagem visual. Para garantir a máxima protecção, as opções que podiam comprometer a privacidade do utilizador estão agora ocultas.
Títulos genéricos protegem contra rastreio local
Uma das adições mais curiosas foca-se na defesa contra o próprio sistema operativo. Através da secção de protecção contra aplicações de terceiros, é possível activar os títulos de janela genéricos. Em vez de mostrar o nome da página web aberta, a barra superior do ecrã exibe apenas as palavras “Tor Browser”. Esta barreira impede que outro software instalado na máquina consiga ler e registar as plataformas visitadas. A funcionalidade requer activação manual nesta fase inicial, pois os programadores pretendem recolher mais opiniões da comunidade. Paralelamente, o manual de utilizador embutido recebeu uma actualização para reflectir as directrizes de suporte mais recentes do projecto.
Optimizações no ecossistema móvel
No universo dos smartphones, a transição decorre de forma mais subtil. A interface para Android adoptou elementos da terceira geração do Material Design, enquanto a equipa de engenharia reduziu o tamanho do pacote de instalação para poupar espaço no armazenamento. É uma abordagem minimalista, numa altura em que outras empresas apostam na expansão de ferramentas, como o Opera que integrou recentemente suporte para cartões eSIM na versão do browser para dispositivos móveis. Os responsáveis pelo Tor prometem mais refinamentos visuais num futuro próximo e preparam a introdução de uma nova visualização de circuitos na versão alfa da aplicação.
