A Google actualizou recentemente a documentação para programadores e confirmou a lista dos primeiros dispositivos móveis a integrar a tecnologia Gemini Nano 4. Segundo avança o site 9to5Google, esta nova fase da inteligência artificial da gigante das pesquisas já se encontra disponível nos recém-lançados modelos da série Pixel 11, que inclui as versões normal, Pro, Pro XL e Pro Fold. A par dos equipamentos da própria marca, a Samsung também marca presença nesta estreia exclusiva através dos seus mais recentes dobráveis, nomeadamente o Galaxy Z Flip8, o Galaxy Z Fold8 e a variante Z Fold8 Ultra. Esta expansão surge no seguimento da estratégia iniciada há uns meses, quando a empresa introduziu as fundações desta inteligência artificial no sistema operativo móvel.
Requisitos técnicos para o ecossistema Android
Para garantir uma experiência de utilização fluida, a Google definiu um conjunto de especificações na página oficial, voltando a mencionar a necessidade de integrar modelos Nano na versão três ou superior. Os telemóveis compatíveis precisam de ter pelo menos doze gigabytes de memória RAM e um processador topo de gama qualificado. Além do poder de processamento bruto, as fabricantes e outras empresas do sector têm de assegurar um desempenho multimédia de excelência, o que engloba suporte para áudio espacial, captação de imagem em ambientes de pouca luz e tecnologia HDR. No campo dos videojogos, é obrigatório garantir actualizações anuais de controladores gráficos. A longevidade do software também é um pilar fundamental, sendo exigidas cinco grandes actualizações do sistema operativo e seis anos de correcções de segurança trimestrais, além de requisitos técnicos profundos como a passagem em testes de qualidade rigorosos no Android 17 e a manutenção de baixas taxas de falhas nas aplicações durante os anos de 2026 e 2027.
Novas ferramentas inteligentes e o futuro da plataforma
O lançamento oficial do Gemini Intelligence ocorreu no mês passado nos dobráveis da Samsung, uma estreia que trouxe uma automação de tarefas expandida capaz de suportar mais de quarenta aplicações diferentes. Por sua vez, a linha Pixel 11 introduziu ferramentas exclusivas como o Rambler e a Assistência Proactiva, uma funcionalidade anteriormente conhecida como Magic Cue. Esta evolução no ecossistema Android procura rivalizar directamente com a concorrência, numa altura em que o mercado está a assistir a movimentações de peso, como ficou demonstrado quando a marca da maçã desvendou a sua própria visão para a inteligência artificial nos dispositivos móveis. A Google está a planear disponibilizar estas novidades de forma gradual, restando agora saber se modelos anteriores como a série Pixel 10 ou os Galaxy S26 vão receber estas capacidades, enquanto os utilizadores aguardam pela chegada da aguardada função de criação de widgets personalizados. Esta aposta na inteligência artificial não se limita aos telemóveis, a expandir-se também aos relógios inteligentes, como se viu quando a gigante tecnológica integrou estas capacidades no seu sistema operativo para o pulso.
