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PCGuia > Opinião > Praia das Maçãs > Entretanto, na “rumoroesfera”…
OpiniãoPraia das Maçãs

Entretanto, na “rumoroesfera”…

A verdade é que um “dobrável” com uma maçã nas costas está a parecer-me uma inevitabilidade.

Pedro Aniceto
Publicado em 20 de Junho, 2026
Tempo de leitura: 3 min
©Apple
©Apple

O universo dos rumores anda entretido com o sempre presente iPhone “dobrável”. E sempre que isso acontece, há discussões intermináveis sobre esta estranhamente cíclica necessidade de um iPhone dobrável. Eu não sou exemplo para ninguém e as minhas capacidades de previsão de hardware estão ao nível das sondagens eleitorais de algumas obscuras empresas, mas a questão que lancei ao meu grupo de pesquisa (sessenta almas a quem faço as mais extraordinárias perguntas quando quero sondar os desejos de utilizadores Apple) foi: «Numa escala de 1 a 5, quanto desejas um iPhone dobrável?». Eu devia ter bloqueado o formato da resposta a dados numéricos e não o fiz e, assim sendo, tive um bom lote de comentários para apreciar.

Desse estudo tecno-sociológico deduzi factos importantes. O primeiro deles é que a maioria aprecia verdadeiramente os seus rins (embora alguns deles já só tenham um, devido a compras anteriores), porque mencionaram amiúde que só em caso de extrema necessidade alocariam mais de dois mil euros a um telefone. Depois, há quem me mande fotos de um modelo concorrente com quatro anos de utilização e me pergunte: “Para depois ficar como este? Não, obrigado”.

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Efectivamente, o “este” é um destroço de ecrã com rugas pronunciadíssimas que nem um balde de botox resolveria. Também eu não sinto essa necessidade (mas os malandrins do Marketing podem já, a esta hora, estar a pensar em formas diabólicas de nos criar a todos essa urticária de desejo).

A verdade é que um “dobrável” com uma maçã nas costas está a parecer-me uma inevitabilidade. O mercado de rumores e de pequenas fugas de informação tem trazido detalhes técnicos interessantes no que diz respeito aos materiais e às especificidades desses mesmos materiais para um produto que, mecanicamente, é bastante mais exigente que o formato tradicional. E sabemos, por experiência, que a história da Apple no que diz respeito ao uso de materiais ditos “fortes” não é propriamente das mais felizes.

Sim, uma singela e aparentemente inofensiva dobradiça pode ser uma dor de cabeça industrial. A Apple licenciou, em devido tempo, uma tecnologia designada Liquidmetal, uma liga metálica amorfa que tem características muito especiais de dureza (superior à do aço), ao mesmo tempo que tem elevada elasticidade, conseguindo regressar à forma original. Parece (dizem os mexericos de corredor da Internet) que isto tem constituído um problema mais ou menos sério no desenvolvimento das dobradiças e que isso pode até ditar o regresso a outras ligas, como o titânio.

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Quanto aos ecrãs, o estado da arte já permite obter superfícies que resistam melhor ao esforço mecânico (por mim, ver para crer). O número de relatos sobre aspectos do desenvolvimento aponta para que tenhamos de ter cuidados futuros com os nossos órgãos…

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Etiquetas:AppledobrávelOpinião
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