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PCGuia > Opinião > Quinta Coluna > Autoria humana e o travão na regulação da IA
OpiniãoQuinta Coluna

Autoria humana e o travão na regulação da IA

Trago novidades que mostram como o equilíbrio entre inovação tecnológica e direitos fundamentais continua a ser uma autêntica guerra.

André Rosa
Publicado em 30 de Maio, 2026
Tempo de leitura: 2 min
rawpixel/Freepik

Comecemos por uma vitória: a 10 de Março, o Parlamento Europeu reafirmou que a autoria humana é a base inalienável do nosso direito. A nova resolução exige que os criadores tenham controlo total sobre o uso das suas obras para treinar modelos de IA, com transparência absoluta e um mecanismo robusto de ‘opt-out’. É um passo essencial para que quem vive da cultura não veja o seu trabalho engolido por máquinas sem autorização ou pagamento justo.

Já nos EUA, o Supremo Tribunal impôs um limite necessário à indústria discográfica no caso Sony vs. Cox e decidiu que os operadores de Internet não são responsáveis pela pirataria dos seus utilizadores, a menos que se prove a intenção directa de a promover. É uma decisão sensata; transformar os ISPs em polícias de conteúdo seria um retrocesso perigoso que ameaçaria a própria estabilidade da internet.

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Agora as más notícias: o Parlamento Europeu votou o adiamento de partes críticas do Regulamento da IA (AI Act). Regras para sistemas de alto risco, como na saúde ou biometria, foram empurradas para 2027 e 2028. Este compasso de espera é preocupante, pois as empresas podem sentir-se tentadas a facilitar na ética. Contudo, o prazo para as marcas de água obrigatórias em conteúdos gerados por IA mantém-se para Novembro de 2026.

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Etiquetas:AI ActIAOpiniãoParlamento Europeu
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