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Há Uma App Para TudoOpinião

Levantou poeira!

O smartphone será apenas um terminal. O centro está nos sistemas, nos agentes inteligentes que recomendam e agem por nós.

António Simplício
Publicado em 7 de Março, 2026
Tempo de leitura: 2 min
iPhone
Foto de Przemyslaw Marczynski na Unsplash

Quando comecei a escrever esta coluna, que começou com o nome ’Há uma app para tudo’, em 2011, o título era quase uma aposta. Em Portugal, os smartphones ainda eram um luxo relativo e a ideia de resolver problemas do quotidiano com software parecia futurista. Hoje, em 2026, o título talvez tenha perdido o sentido porque a app deixou de ser notícia. Tornou-se utilitária, previsível e descartável. E há muitas, há demais, e quase todas fazem variações do mesmo truque. A pergunta já não é «que app faz isto?», mas sim «por que é que ainda tenho de abrir uma app?».

As apps não estão a evoluir. Estão a desaparecer por absorção. Veja-se a aposta da Meta em óculos de realidade aumentada com a Ray-Ban: a promessa não é uma nova aplicação, é eliminar o ecrã. Informação aparece quando faz sentido, onde faz sentido. Sem ícones, sem downloads e sem App Store.

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O mesmo vale para implantes tecnológicos promovidos por Elon Musk ou para wearables e tatuagens digitais que aproximam o software do corpo humano — ideias que têm recolhido entusiasmo público de figuras como Bill Gates. O objetivo é claro: tirar a computação do bolso e colá-la à pele, aos olhos ou ao cérebro. Quando isso acontece, ‘abrir uma app’ passa a ser um gesto antiquado.

O smartphone será apenas um terminal. O centro está nos sistemas, nos agentes inteligentes que recomendam e agem por nós. Esta parece ser a verdade de acordo com Musk, Gates ou Zuckerberg…mas não para Tim Cook. Terá a Apple perdido o sentido disruptivo que sempre norteou o seu fundador ou espera Cook que assente a poeira?

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Etiquetas:AppleappsIAMetaOpinião
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