A Qualcomm e a Huawei assinaram uma licença cruzada de patentes com a duração de vários anos, abrangendo tecnologias 5G, computação, inteligência artificial e redes. Este acordo marca a primeira vez que a colaboração entre as duas empresas se estende à conectividade 5G. Como parte integrante do negócio, a empresa norte-americana vai adquirir um lote de patentes da gigante chinesa registadas nos Estados Unidos, focadas precisamente nas áreas de computação, redes e inteligência artificial.
Os detalhes financeiros da transacção permanecem confidenciais e a conclusão do processo depende ainda da aprovação das entidades reguladoras. A evolução desta parceria demonstra uma mudança significativa no mercado tecnológico, uma vez que o primeiro pagamento de licenciamento da Huawei à Qualcomm ocorreu em 2001. Passados 25 anos, o cenário inverteu-se, com a empresa chinesa a vender propriedade intelectual. A fabricante asiática afirma que este novo entendimento eleva o valor acumulado dos seus acordos de licenciamento para perto dos 7.000.000.000 dólares (cerca de 6.300.000.000 euros).
Discrepâncias e rumores de mercado
As declarações oficiais das duas empresas focam-se em aspectos distintos, segundo aponta o site TechSpot. Enquanto a Qualcomm destaca o sucesso do seu programa de licenciamento 5G, a Huawei sublinha o valor do seu próprio trabalho nos padrões de comunicação. A empresa asiática informou ainda que detinha mais de 165.000 patentes activas no final de 2025, gerando receitas positivas nesta área de negócio desde 2021.
Surgiram recentemente informações não oficiais na imprensa internacional a sugerir que a Qualcomm iria licenciar patentes relacionadas com a técnica de fabrico de chips da marca chinesa. No entanto, o analista da indústria Anshel Sag desmentiu estes rumores a 5 de Outubro. O especialista clarificou que os únicos pagamentos confirmados dizem respeito à compra das patentes norte-americanas. O analista recordou que os recentes avanços onde a tecnologia revolucionária para os novos chips Kirin ganha destaque geram especulação mediática, mas frisou que a técnica LogicFolding não consta dos comunicados oficiais emitidos pelas marcas.
