A Apple lançou recentemente o seu primeiro smartphone dobrável, mas a recepção inicial está longe de ser pacífica. As primeiras unidades chegaram às mãos dos consumidores na passada sexta-feira, dia 25 de Setembro, e os relatos de defeitos físicos começaram imediatamente a inundar as redes sociais. Muitos utilizadores queixam-se de um vinco demasiado pronunciado no painel OLED flexível de 8,3 polegadas. Alguns chegam mesmo a relatar falhas na resposta ao toque após apenas dois dias de utilização intensiva.
Desafios na dobradiça e no software
Segundo avança o site PhoneArena, a estrutura mecânica do equipamento parece ser o principal calcanhar de Aquiles nesta fase inicial. O mecanismo em titânio que une as duas metades do ecrã emite ruídos invulgares quando o dispositivo é aberto rapidamente. Esta situação gera alguma apreensão, sobretudo porque o iPhone Duo custa, em Portugal mais de 2000 euros e 1.799 dólares nos EUA. Os clientes esperavam uma qualidade de construção típica da gigante norte-americana, mas deparam-se agora com problemas de juventude que afectam a experiência diária. Além das questões de hardware, o sistema operativo também tem instabilidades quando se transita entre o ecrã exterior e o interior, congelando por breves segundos.
Impacto no mercado
Estes contratempos surgem num momento crítico para a estratégia da marca. Analistas previam que a Apple pode conquistar 25% do mercado dos dobráveis a curto prazo, mas a persistência destas falhas tem o potencial de abrandar o entusiasmo inicial. A empresa de Cupertino já iniciou um programa de recolha para avaliar as causas exactas das anomalias no ecrã e na dobradiça. As equipas de engenharia procuram agora perceber se estamos perante um lote defeituoso isolado ou se existe uma falha estrutural no design do equipamento. O sucesso a longo prazo deste formato inovador dependerá inteiramente da rapidez com que a fabricante conseguir mitigar estas imperfeições e restaurar a confiança dos primeiros compradores.
