Durante a feira IFA 2026, a Microsoft voltou a focar atenções no desempenho do Windows 11. Mark Linton, vice-presidente da divisão de Windows e Dispositivos, subiu ao palco para garantir que a empresa está a preparar actualizações significativas para reduzir o tempo de arranque das máquinas. O objectivo passa por fazer com que o ecrã de bloqueio surja quase instantaneamente após ligar o computador, uma melhoria que abrangerá também a capacidade de resposta de ferramentas de segurança biométrica como o Windows Hello.
Outro ponto central da apresentação foi a promessa de que o sistema operativo vai funcionar de forma fluida em computadores equipados com apenas 8 GB de memória RAM. Esta declaração surge numa altura em que os custos dos componentes continuam a subir, obrigando a indústria a repensar a optimização do software. Embora a tecnológica exija um mínimo de 16 GB para os computadores da linha Copilot+, a verdade é que a optimização para sistemas mais modestos acabará por beneficiar todos os utilizadores, aliviando a carga de processos em segundo plano.
O regresso às funcionalidades básicas
Ao longo do ano de 2026, a gigante de Redmond tem vindo a prometer uma reestruturação profunda na forma como o sistema gere os recursos. Muitas destas promessas envolvem o regresso de funcionalidades que os utilizadores consideravam garantidas em versões anteriores, como a possibilidade de mover a barra de tarefas ou redimensionar o menu Iniciar. A empresa percebeu que precisava de corrigir o rumo e começou a implementar estas alterações de forma gradual. Para acompanhar estas modificações estéticas e funcionais, a tecnológica também preparou uma alteração profunda na forma como distribui as novas versões do software, procurando garantir maior estabilidade e controlo para os utilizadores finais.
A necessidade de optimizar o consumo de memória torna-se evidente quando analisamos o comportamento de aplicações comuns. Programas de comunicação chegam a consumir entre 1 GB e 4 GB de RAM mesmo quando estão inactivos, o que asfixia rapidamente uma máquina com apenas 8 GB. Apesar das promessas de Mark Linton, a empresa não forneceu números exactos sobre os ganhos de desempenho nem confirmou quando estas melhorias chegarão aos canais de teste públicos. Actualmente, a recomendação oficial aponta para um tempo de arranque de 15 segundos até ao ecrã inicial, excluindo a inicialização da BIOS. Enquanto estas optimizações de velocidade não chegam, a empresa continua a reforçar as defesas do sistema, tendo já decidido ligar por defeito as protecções avançadas de memória para travar software malicioso.
