Na sequência da decisão da marca nipónica, que estabelece um prazo até 2028 para o fim dos jogos vendidos em discos, novos dados vieram a público para comprovar que as vendas de jogos em caixa estão a cair a pique. De acordo com o site GameSpot, os números mais recentes do mercado norte-americano ilustram um cenário desolador para os defensores do formato tradicional.
Números que justificam a mudança
Mat Piscatella, analista da Circana, partilhou estatísticas que ilustram bem esta realidade. Na semana que terminou a 11 de Julho de 2026, apenas dois títulos para a consola da Sony conseguiram ultrapassar a marca das dez mil unidades físicas vendidas nos Estados Unidos. O cenário anual não é mais animador, com apenas sete jogos a conseguirem vender mais de cem mil cópias em formato físico desde o início do ano.
Esta quebra não é um fenómeno recente. Os gastos em jogos físicos, em toda a indústria, estão a seguir uma trajectória descendente desde 2009. As empresas que fabricam as consolas possuem dados globais extremamente detalhados sobre os hábitos de consumo. Aliás, o mercado de hardware também tem sofrido oscilações, como se viu recentemente quando a falta de peças prejudicou o desempenho comercial da consola da Sony.
O impacto no armazenamento e os grandes lançamentos
A transição para um ecossistema totalmente digital parece inevitável. O maior lançamento previsto para 2026, Grand Theft Auto 6, vai chegar às lojas como um exclusivo digital. Os jogadores poderão comprar a caixa nas lojas físicas, mas no interior vão encontrar apenas um código para descarregar o título. A Rockstar garante assim maiores margens de lucro e um controlo absoluto sobre o produto.
Esta mudança de paradigma obriga os utilizadores a repensar o espaço disponível nas suas máquinas, o que justifica o aparecimento de soluções de armazenamento com capacidades massivas e preços exorbitantes.
Protestos dos jogadores caem em saco roto
Embora centenas de milhares de pessoas tenham assinado uma petição para encorajar a Sony a recuar nesta estratégia, os especialistas garantem que o esforço será em vão. Imran Khan, antigo gestor de comunidade da MyDearest, explicou que este tipo de protesto raramente chega aos decisores. O objectivo principal das empresas passa por aumentar as receitas e manter um controlo mais apertado sobre as lojas digitais.
Enquanto a Sony já traçou o seu caminho rumo a um futuro sem discos, as rivais Microsoft e Nintendo ainda não fizeram qualquer anúncio oficial sobre os seus planos a longo prazo para o formato físico.
