A Valve prepara-se para agitar o mercado de videojogos de sala com a chegada da sua mais recente aposta de hardware. Depois de a empresa ter garantido o lançamento do seu novo equipamento para a época de verão, os detalhes finais sobre preços, datas e características técnicas estão finalmente disponíveis. A nova Steam Machine chega oficialmente ao mercado a 30 de Junho de 2026, assumindo-se como um híbrido entre computador e consola.
Preços e um novo sistema de reservas
O equipamento vai estar disponível em quatro configurações distintas, com valores que reflectem o estado actual do mercado de componentes. O modelo base, equipado com 512 GB de armazenamento interno, custa 1039 euros. Caso os utilizadores pretendam adicionar o Steam Controller ao pacote, o valor sobe para os 1108 euros. Para quem necessita de mais espaço, a versão de 2 TB exige um investimento de 1359 euros, ou 1428 se incluir o comando. Esta versão de topo inclui ainda duas frentes em tecido vermelho e madeira de nogueira maciça para personalizar o exterior.
Para evitar o caos gerado por robôs informáticos e revendedores, a Valve implementou um sistema de reservas. Os interessados têm até ao dia 25 de Junho para se inscreverem numa lista de espera. Despois desta data, a empresa vai seleccionar os compradores de forma aleatória. Os escolhidos terão 72 horas para finalizar a compra. Para participar, é obrigatório ter uma conta Steam em situação regular e ter efectuado pelo menos uma compra na plataforma antes de 27 de Abril de 2026.
Especificações técnicas e formato compacto
O grande atractivo da Steam Machine é o seu tamanho reduzido. Com dimensões a rondar os 156 x 162,4 x 152 milímetros, o dispositivo assemelha-se a um pequeno cubo que se enquadra facilmente ao lado de uma televisão ou de outras consolas.
No interior, a máquina dispõe de processadores semi-personalizados da AMD. O CPU baseia-se na arquitectura Zen 4, oferecendo seis núcleos e doze processadores lógicos capazes de atingir velocidades de 4,8 GHz. A componente gráfica fica a cargo de um GPU com arquitectura RDNA 3 e 28 unidades de computação, a funcionar a 2,45 GHz. O sistema integra ainda 16 GB de memória RAM DDR5, acompanhados por 8 GB de memória VRAM GDDR6 dedicada aos gráficos.
Em termos de desempenho, a máquina foi desenhada para correr jogos a 1080p nativamente, recorrendo à tecnologia de redimensionamento FSR da AMD para alcançar resoluções 4K nos ecrãs das salas de estar. A conectividade também não foi esquecida, incluindo suporte para Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.3, uma porta Gigabit Ethernet e um adaptador sem fios integrado especificamente para o comando da marca.
A alternativa de construir em casa
Consciente de que o preço pode ser um obstáculo para muitos jogadores, a Valve incentiva a criação de máquinas personalizadas. Segundo o site The Verge, a empresa está a trabalhar activamente para tornar o seu sistema operativo compatível com hardware de secretária comum.
Esta abertura significa que qualquer pessoa pode montar um computador de sala e instalar o software da Valve, obtendo uma experiência muito semelhante à do equipamento oficial. Para facilitar este processo, a recente actualização do sistema operativo trouxe melhorias de compatibilidade com as plataformas mais modernas da Intel e da AMD. Embora o suporte para placas gráficas da Nvidia ainda esteja em desenvolvimento, a promessa de que o ecossistema de sala de estar está para breve mantém-se firme, permitindo aos entusiastas contornar as limitações de disponibilidade do hardware oficial.