Adoro mapas. De países inventados e reais, topográficos, históricos, ortofotográficos, rodoviários, políticos e temáticos. Cartas e plantas também, marítimas ou celestiais, da casa nova ou urbanas. E globos terrestres. Como o tempo de viajar está aí, venham descobrir alguns dos meus mapas favoritos.
O mapa não é o território, mas a representação dos espaços deixa-me fascinado. As linhas de uma carta marítima por mares onde nunca navegarei fazem-me tantas cócegas mentais como as dobras impossíveis de um mapa rodoviário Michelin dos anos setenta.
No início da minha vida online, procurei logo por mapas e imagens de outros lugares onde dificilmente iria. Não tinha ideia de que o plano digital iria promover um estado de fuga permanente, mas isso é outra conversa. Por isso, sempre que encontro um mapa digital que acho interessante, guardo-o para voltar mais tarde. Ou para partilhar com os meus leitores favoritos. Googlem os nomes, e boas viagens: Analisa.pt (plataforma com dados demográficos, económicos e sociais de Portugal, por concelho); Earth Index by Earth Genome (coloquem as ameaças ambientais no mapa); Migrantsontheglobe.com (um mapa global de migrações); Mythosjourney.com (mitos antigos num mapa moderno); Solar Eclipse Map (DataViz Mojo, onde podem ver o eclipse de Agosto e os próximos até 2100); Infinite Digest (não é um território, mas um universo literário: Infinite Jest em formato de mapa); e Figuregrounder (já pensaram ter um poster das ruas de Tóquio na vossa parede?)
Os mapas servem para perceber onde estamos, onde vamos, de onde viemos. Mudam tanto como a paisagem e como as pessoas que a habitam. Mostram que há um mundo gigantesco lá fora que merece ser explorado, cheio de pessoas como nós, algumas a olhar para um mapa também. Também mostram fronteiras, mas isso são construções mentais, riscos num papel.
Os mapas, acima de tudo, foram feitos para mostrar que o mundo não acaba num precipício qualquer.