A Internet por satélite da SpaceX continua a crescer a um ritmo impressionante. A Starlink ultrapassou a marca dos 12 milhões de clientes activos, distribuídos por mais de 160 países e territórios.
O salto para a terceira geração
Elon Musk já veio a público confirmar que este é apenas o início dos planos da empresa espacial a curto prazo. Numa publicação no X, o magnata explicou que os satélites Starlink V3 vão oferecer mais de dez vezes a largura de banda dos seus antecessores. Se a geração anterior já tinha o objectivo de levar o 5G do espaço aos telemóveis, a nova versão promete ser entre dez a vinte vezes mais capaz.
Além disso, a taxa de lançamento destes equipamentos vai ser multiplicada por dez, o que resultará num aumento de cem vezes na largura de banda total disponível face ao que é possível actualmente.
Latência reduzida para a era da IA
Até meados de Maio, existiam pouco mais de dez mil satélites Starlink activos em órbita. Para melhorar ainda mais o serviço, a altitude destes aparelhos vai ser reduzida de 550 para 350 quilómetros, uma alteração técnica que deverá cortar a latência para metade.
Este aumento de velocidade e redução de atrasos na comunicação são passos fundamentais para o futuro. Musk sublinhou que a inteligência artificial e os robôs vão exigir muito mais largura de banda do que aquela que utilizamos hoje. Com estas melhorias na rede, a especulação sobre a possibilidade de a marca criar o seu próprio dispositivo móvel ganha ainda mais força entre os entusiastas da tecnologia.
O motor financeiro da SpaceX
O sucesso do serviço de Internet é o grande pilar financeiro da SpaceX. Documentos regulamentares recentes indicam que esta divisão representou 60% das receitas totais da empresa em 2025, o que permitiu alcançar os 18,7 mil milhões de dólares.
Este desempenho surge numa altura em que a SpaceX prepara a sua entrada em bolsa (IPO), com as acções avaliadas em 135 dólares cada, um movimento que poderá elevar o valor da empresa para 1,76 biliões de dólares. Contudo, o domínio do mercado não está garantido, uma vez que a Europa já prepara a sua própria constelação de satélites para fazer frente à rede de Musk.
Desafios no horizonte
Apesar dos números recorde, as empresas do sector espacial enfrentam obstáculos significativos. A SpaceX continua a receber queixas de astrónomos e grupos de defesa do ambiente devido à poluição luminosa e ao excesso de material artificial na órbita terrestre. Colocar os satélites no espaço de forma sustentável e segura continua a ser um dos maiores desafios para o futuro da exploração comercial do cosmos.