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A ler: Apple processada depois de aplicação fraudulenta na App Store roubar 1,8 milhões em Bitcoin
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PCGuia > Notícias > Apps > Apple processada depois de aplicação fraudulenta na App Store roubar 1,8 milhões em Bitcoin
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Apple processada depois de aplicação fraudulenta na App Store roubar 1,8 milhões em Bitcoin

Os queixosos acusam a tecnológica de não ter detectado uma versão fraudulenta da Sparrow Wallet, apesar de apresentar a App Store como uma plataforma segura.

Redacção PCGuia
Publicado em 28 de Julho, 2026
Tempo de leitura: 4 min
©Sparrow Wallet
©Sparrow Wallet

Três utilizadores norte-americanos processaram a Apple depois de terem perdido, em conjunto, mais de 1,8 milhões de dólares — cerca de 1,5 milhões de euros — numa aplicação fraudulenta disponível na App Store. A queixa acusa a tecnológica de negligência na análise e fiscalização do software distribuído através da sua loja.

O processo foi apresentado a 24 de Julho no Tribunal Federal do Distrito Norte da Califórnia por James Ramirez, Christopher Ellis e Jalen Delgado. Os três descarregaram uma aplicação que se fazia passar pela Sparrow Wallet, uma carteira de Bitcoin que, na realidade, apenas tem versões oficiais para Windows, macOS e Linux.

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De acordo com a queixa, a app falsa pediu aos utilizadores que introduzissem as respectivas frases de recuperação, credenciais que permitem controlar os fundos guardados numa carteira de criptomoedas. Os activos foram, depois, transferidos para endereços pertencentes aos autores da fraude.

James Ramirez terá perdido cerca de 875 mil dólares (770 mil euros), enquanto Christopher Ellis reclama um prejuízo de aproximadamente 840 mil dólares (740 mil euros). Jalen Delgado ficou sem Bitcoin avaliada em cerca de 120 mil dólares (105 mil euros). Os roubos terão ocorrido entre Maio e Agosto de 2025.

Este caso põe em causa um dos principais argumentos usados pela Apple para justificar o controlo apertado da App Store. A empresa garante, há vários anos, que a análise prévia das aplicações torna o seu ecossistema mais seguro que plataformas que permitem lojas alternativas e a instalação de software a partir de outras fontes.

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«Ao manter o controlo exclusivo sobre as aplicações permitidas nos dispositivos Apple, a empresa estruturou a sua plataforma de modo que os consumidores dependam inteiramente da sua promessa de segurança e fiabilidade», alegam os autores da acção.

A queixa afirma ainda que a Apple já tinha sido alertada para a existência de aplicações falsas com o nome Sparrow Wallet. Craig Raw, criador da app legítima, denunciou publicamente o problema em Janeiro de 2024, depois de uma imitação ter permanecido na App Store durante várias semanas, apesar das denúncias apresentadas.

Segundo Craig Raw, mais de uma dezena de falsas aplicações Sparrow apareceram na loja desde 2023. O programador tentou mesmo publicar uma aplicação destinada apenas a informar os utilizadores de que a carteira não possuía uma versão móvel, mas a proposta foi rejeitada por conter material provisório e a sua conta de programador chegou a ser ameaçada de encerramento.

Os três queixosos pedem que o caso seja julgado por um júri e querem recuperar os valores perdidos, além de receber outras indemnizações. Exigem também que a Apple passe a apresentar avisos mais claros sobre os riscos associados ao software disponível na App Store.

A Apple declarou que remove rapidamente aplicações que imitam serviços legítimos e encerra as contas dos programadores responsáveis. A empresa garante que já não existe qualquer cópia da Sparrow Wallet na App Store e recorda que, em 2025, rejeitou «mais de 371 mil aplicações» por copiarem outros serviços, constituírem spam ou induzirem os utilizadores em erro.

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Etiquetas:apps
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