Apesar de promover o seu sistema operativo mais recente como um produto de excelência, a Microsoft continua a enfrentar resistência por parte de milhões de utilizadores que recusam fazer a transição. Para contrariar esta tendência, a empresa começou recentemente a tomar medidas para reabilitar a imagem do sistema, que desde o lançamento sofre com uma reputação de lentidão.
O director executivo da tecnológica, Satya Nadella, reconheceu a necessidade de reconquistar a confiança do público. Parte deste esforço passa por um foco renovado no desempenho bruto, especialmente em computadores mais antigos, onde o sistema operativo muitas vezes parece pouco responsivo.
A peça central desta estratégia é uma nova funcionalidade chamada Low Latency Profile (Perfil de Baixa Latência). O objectivo passa por aumentar as velocidades de relógio do processador em breves instantes durante a execução de tarefas que exigem muito da interface de utilizador. De acordo com uma notícia do Windows Latest, esta novidade já se encontra disponível nas versões de teste mais recentes do programa Insider.
Os participantes deste programa já podem instalar as compilações 26100.8514 e 26200.8514, que incluem várias adições focadas na melhoria do desempenho geral. Estas actualizações visam acelerar a abertura de aplicações e as experiências centrais do sistema, como o Menu Iniciar, a Pesquisa e o Centro de Acção. Os primeiros testes indicam que a funcionalidade melhora drasticamente a capacidade de resposta da interface gráfica.
Se o Perfil de Baixa Latência passar pela fase de testes sem incidentes, a Microsoft planeia integrar a novidade no ciclo principal de actualizações já no Patch Tuesday de Junho de 2026. Este esforço de optimização junta-se a outras iniciativas recentes da empresa para estabilizar o sistema, como a introdução de um sistema de recuperação de drivers através da cloud para evitar falhas críticas no Windows.
O regresso da personalização à Barra de Tarefas
Além das melhorias de velocidade, a Microsoft decidiu rever uma das regressões mais criticadas pelos utilizadores desde o lançamento do sistema operativo. A empresa vai devolver a flexibilidade à Barra de Tarefas, de forma a tornar a experiência mais pessoal.
A curto prazo, os utilizadores vão voltar a conseguir reposicionar a Barra de Tarefas em qualquer extremidade do ecrã, ajustar o alinhamento dos ícones e fazer outras alterações de layout que, até agora, exigiam ferramentas de terceiros ou edições no Registo. As futuras actualizações devem ainda incluir a opção de ocultar automaticamente a barra, modos optimizados para tablets, gestos de toque e uma opção de visualização compacta para poupar espaço vertical no ecrã.
O Menu Iniciar também vai ser alvo de uma reformulação. A Microsoft pretende disponibilizar uma interface de personalização simplificada, uma secção de aplicações recomendadas com novo design e uma maior relevância na apresentação de ficheiros.
A tecnológica refere que vai lançar estas alterações de forma gradual para os participantes no programa Insider, a pedir feedback contínuo através da aplicação dedicada para o efeito, de modo a garantir que a versão final chega aos utilizadores totalmente optimizada.