A facilidade de programação proporcionada pelos modelos de linguagem de IA está a gerar uma explosão no número de extensões submetidas para o browser da Microsoft. Para lidar com este volume sem precedentes, a empresa decidiu combater o fogo com fogo ao integrar mais inteligência artificial no processo de revisão de extensões antes de chegarem à loja online. Segundo o site TechSpot, a adopção rápida da programação assistida por algoritmos está a colocar uma pressão significativa na infra-estrutura de avaliação, o que obrigou a gigante tecnológica a adaptar as suas políticas para manter os padrões de qualidade do ecossistema Edge.
Automação na linha da frente
A estratégia passa por delegar as verificações de validação repetitivas aos sistemas automatizados. A inteligência artificial vai ser responsável por identificar rapidamente violações conhecidas e problemas de segurança no código submetido pelos programadores. Desta forma, os avaliadores humanos ficam libertos para analisar os casos mais complexos que exigem uma interpretação analógica e inteligente. Esta abordagem híbrida permite reduzir drasticamente o tempo necessário para aprovar novos projectos, beneficiando os criadores independentes que procuram lançar as suas ferramentas de forma mais célere na plataforma.
Segurança e destaque na loja
Além das mudanças nos bastidores, a loja de extensões também vai sofrer alterações visíveis para os utilizadores. O selo de destaque, desenhado para sinalizar software de confiança com compromisso de qualidade e segurança, passa a ser actualizado a cada 15 dias. O objectivo é melhorar a descoberta de ferramentas bem desenvolvidas e recompensar os criadores que investem na fiabilidade do seu código. Esta medida surge numa altura em que os complementos para o browser são frequentemente explorados por cibercriminosos para roubar dados sensíveis, um cenário que já forçou a empresa a lançar uma actualização massiva de segurança para o Edge no passado. A protecção dos utilizadores continua a ser uma prioridade, especialmente quando se sabe que vulnerabilidades anteriores permitiram que o Microsoft Edge guardasse passwords sem encriptação na memória, exigindo agora uma vigilância redobrada sobre qualquer código de terceiros instalado.
