Quatro em cada dez jogadores online portugueses continuam a utilizar plataformas sem licença para operar em Portugal, segundo o estudo ‘Hábitos de Jogo Online dos Portugueses’, da Aximage, a pedido da Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO).
O valor mantém-se «praticamente inalterado pelo quinto ano consecutivo» e, pelo sétimo ano seguido, «quatro operadores não-licenciados surgem entre as quinze plataformas mais utilizadas no País». Uma quinta marca ocupa ainda a 16.ª posição.
Os principais motivos apontados para recorrer a operadores sem licença são a existência de «mais bónus, melhores odds e uma maior oferta de jogos», enquanto 77,5% dos utilizadores destas plataformas afirmam «encontrar produtos ou serviços que não estão disponíveis na oferta regulada». Para Ricardo Domingues, presidente do Conselho Directivo da APAJO, é «crítico ter uma postura de modernização do mercado regulado», que permita à oferta acompanhar a procura.
O estudo mostra também uma diferença significativa entre o conhecimento das regras e a capacidade de identificar os operadores autorizados. Embora 91,8% dos jogadores saibam que é necessária uma licença para operar em Portugal, 67% dos utilizadores de plataformas não-licenciadas não reconhecem que estão a recorrer a serviços ilegais. Recomendações de influenciadores, publicidade e a disponibilização de meios de pagamento portugueses estão entre os factores que podem contribuir para esta confusão.
Apesar da persistência do mercado ilegal, 77% dos utilizadores exclusivos de plataformas licenciadas dizem estar «satisfeitos ou muito satisfeitos com os serviços utilizados». Além disso, 81,6% conhecem ferramentas de jogo responsável, como limites de depósito e aposta, pausas e autoexclusão, e 43,4% já recorreram a pelo menos uma destas opções.
