A Revolut anunciou uma unidade de investigação dedicada ao desenvolvimento de tecnologias de IA e aprendizagem automática para serviços financeiros. Integrada na equipa global de IA da empresa, a Revolut Research trabalhará com instituições académicas e tecnológicas e servirá de base às ferramentas proprietárias usadas pela plataforma.
A nova estrutura é criada numa altura em que bancos e empresas financeiras «tentam modernizar sistemas informáticos antigos» e introduzir IA nas aplicações destinadas aos clientes. No caso da Revolut, a estratégia passa por «desenvolver internamente os modelos e integrá-los na infra-estrutura central da plataforma», para que possam «analisar dados e comportamentos financeiros em diferentes mercados».
O primeiro projecto da unidade é o Pragma, um «modelo conceptual» desenvolvido em parceria com a Nvidia. A tecnologia foi concebida para «interpretar comportamentos financeiros complexos» e «apoiar a avaliação de risco em tempo real, as operações da plataforma e as recomendações personalizadas de produtos». Segundo a empresa, o objectivo é «concentrar estas funções numa arquitectura única, assente numa camada partilhada de inteligência comportamental».
Os primeiros testes do Pragma, com base em dados que a Revolut já tinha, terão permitido obter uma precisão «2,3 vezes superior na identificação do risco de incumprimento de crédito». A fintech indica ainda que o modelo detectou «mais 65% de casos de fraude, aumentou em 17% a precisão dos alertas e apresentou mais 41% de recomendações relevantes em contas particulares e empresariais».
A Revolut diz que os modelos serão alimentados pelos dados «gerados pelos seus mais de oitenta milhões de clientes» em mais de quarenta mercados, incluindo «milhares de milhões de transacções transfronteiriças».
