A nostalgia dos anos oitenta acaba de colidir com o futuro distópico de Night City. Numa colaboração inédita com a CD Projekt Red, a Commodore decidiu criar o Commodore 77, uma edição especial do modelo Ultimate que respira a estética inconfundível do jogo Cyberpunk 2077. Esta máquina tem lançamento previsto para o início de 2027, exactamente cinquenta anos antes dos eventos retratados no famoso videojogo, e já se encontra disponível para pré-reserva por 323 euros na página oficial da marca. Este anúncio surge numa altura em que o interesse pelo retro-gaming continua a crescer, algo que já se tinha notado quando soubemos que as versões portáteis de consolas clássicas vão chegar ao mercado no outono.
Design e características exclusivas
O novo computador apresenta um chassis translúcido em tons de cinzento fumado, adornado com uma placa metálica elegante, etiquetas de graffiti e uma iluminação suave em tons de turquesa. No interior, a máquina esconde um processador AMD Artix XC7A100T que permite atingir velocidades de 77 MHz, um salto gigantesco face ao modesto megahertz do modelo original. Esta recriação baseada em tecnologia FPGA garante compatibilidade quase total com os mais de dez mil jogos e periféricos existentes para o sistema clássico. Os utilizadores vão encontrar ainda um ecrã de arranque personalizado do BASIC 2.0 com o tema do jogo, novas cores de menu, uma luz de energia em néon, autocolantes, crachás e um manual de instruções em espiral repleto de história do universo cibernético. A aposta da marca em hardware diferenciado não é nova, a fazer lembrar a recente iniciativa de lançar um telemóvel clássico focado na privacidade e sem acesso a redes sociais.
Uma experiência interactiva original
Para além do hardware, os compradores recebem uma demonstração original e não interactiva que expande a narrativa do universo Cyberpunk, fornecida num cartucho exclusivo com o logótipo da Arasaka e desenhado para se assemelhar aos fragmentos de dados do jogo. Esta experiência foi criada pelo grupo polaco Arise e inclui uma banda sonora original do artista LukHash, a tirar partido de vinte e quatro canais de música estéreo e de um chip de dois megabytes para armazenar o código. Enquanto a demonstração corre, os díodos emissores de luz na base do computador piscam ao ritmo da música. O director executivo da fabricante, Peri Fractic, sublinhou que num mundo dominado por empresas de vigilância, a tecnologia mais antiga acaba por ser a mais segura, a elogiar a liberdade que os utilizadores sempre tiveram para criar nos seus sistemas.
