«Mais de trezentos» sistemas não-tripulados vão ser testados em Portugal durante o REPMUS 2026, um exercício organizado pela Marinha Portuguesa que transforma Tróia e as águas envolventes num «laboratório» para novas tecnologias de segurança e defesa marítima.
Os testes decorrem durante várias semanas no Centro de Experimentação Operacional da Marinha, em áreas de exercícios nacionais e na Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique. A operação ocupa mais «de 400 milhas náuticas quadradas», o equivalente a cerca de 1370 quilómetros quadrados.
A 16.ª edição reúne «1500 participantes de 36 Marinhas, 60 empresas de investigação e desenvolvimento, 13 universidades e cinco entidades da NATO». Os mais de trezentos equipamentos tecnológicos serão apoiados por «14 navios» durante os ensaios no terreno.
Entre os sistemas avaliados encontram-se «drones aéreos, embarcações autónomas, veículos submarinos e plataformas terrestres». A utilização conjunta destes equipamentos permitirá testar «comunicações, sensores, sistemas de comando e controlo e a capacidade de diferentes tecnologias partilharem informação durante uma operação».
O REPMUS também serve para «avaliar protótipos em condições próximas das encontradas em missões reais». Além do desempenho individual de cada equipamento, os participantes vão «analisar a interoperabilidade entre sistemas desenvolvidos por diferentes países, empresas e instituições científicas».
