Os fãs dos famosos podcasts gerados por inteligência artificial do Gemini Notebook (antigo NotebookLM) da Google vão ter de se adaptar a uma nova realidade já a partir do dia 2 de Setembro. A gigante tecnológica avisou os utilizadores por correio electrónico que vai alterar a forma como mede a utilização da ferramenta e passa a aplicar limites específicos baseados no poder computacional exigido por cada pedido. Esta mudança significa que a plataforma vai deixar de contabilizar apenas o número de interacções para começar a avaliar a complexidade das instruções dadas pelo utilizador, os modelos envolvidos e a extensão das conversas.
Fim das quotas diárias fixas
Até ao momento, o sistema funcionava com base em limites diários e mensais estáticos para cada funcionalidade específica. Os utilizadores gratuitos tinham direito a cinquenta conversas e três resumos em áudio por dia, enquanto os subscritores do plano mais avançado podiam chegar às cinco mil interacções e duzentos podcasts. Este modelo separava as várias ferramentas em categorias independentes e atribuía quotas individuais para a criação de resumos em vídeo, relatórios, cartões de memória, questionários e mapas mentais. Com a nova actualização, todas estas características passam a estar englobadas num único sistema de medição de esforço computacional, o que introduz também janelas de utilização de cinco horas e um novo tecto máximo semanal para substituir a antiga barreira mensal.
Gestão de recursos e tendência de mercado
Quando um utilizador esgotar a sua quota dentro da janela de cinco horas, terá obrigatoriamente de esperar pela abertura do próximo ciclo para continuar a trabalhar, uma mecânica muito semelhante à que já é aplicada em plataformas como o ChatGPT, o Claude e o Gemini. Para ajudar nesta transição, a gestora de produto Yesul Shin explicou num artigo oficial que o sistema vai emitir avisos quando os limites estiverem prestes a ser atingidos. Desta forma, as pessoas podem optar por adiar a geração de conteúdos mais pesados, como os resumos em áudio ou os vídeos cinematográficos, para garantir um maior controlo sobre o fluxo de trabalho. Esta alteração no Gemini Notebook reflecte uma tendência crescente entre as empresas que fornecem serviços de inteligência artificial, que começam a abandonar os planos de pedidos ilimitados ou fixos para adoptar modelos baseados no consumo real de recursos, tal como o GitHub Copilot começou a fazer em Abril deste ano.
