A Ubisoft está novamente no centro da polémica em torno da preservação dos videojogos digitais. Dias depois de ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced‘ chegar ao mercado e ultrapassar os dois milhões de cópias vendidas no primeiro dia, uma falha nos servidores da Ubisoft Connect impediu os jogadores de aceder ao modo offline da versão para PC.
A situação veio reacender o debate sobre as limitações impostas pelos sistemas de gestão de direitos digitais (DRM). O problema teve origem numa interrupção temporária do serviço Ubisoft Connect, plataforma obrigatória para validar e executar os jogos da editora no PC. Apesar de ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced’ exigir apenas uma ligação inicial à Internet para activar a licença, muitos utilizadores descobriram que nem sequer o modo offline funcionava durante a indisponibilidade dos servidores.
O incidente surge poucos meses depois de a Ubisoft ter prometido criar um verdadeiro modo offline para ‘The Crew 2‘, na sequência da controvérsia provocada pelo encerramento dos servidores do primeiro ‘The Crew’, que tornou o jogo praticamente inutilizável. Para muitos jogadores, o caso de ‘Assassin’s Creed Black Flag Resynced’ levanta dúvidas sobre o compromisso da editora em garantir o acesso aos títulos adquiridos pelos consumidores.
A polémica acontece, também, numa altura em que cresce o debate sobre a propriedade dos videojogos digitais. Cada vez mais plataformas recorrem a sistemas DRM e clientes próprios para validar licenças, fazendo com que o acesso aos jogos dependa do funcionamento contínuo dos seus servidores.
Como alternativa, muitos jogadores têm vindo a privilegiar lojas como a GOG, que disponibiliza títulos sem DRM e que podem ser instalados e utilizados offline sem necessidade de validações permanentes.
