Prepare-se para aprender um novo termo tecnológico, pois é bem possível que, até ao final de 2026, o vá usar algumas vezes: ‘dobráveis passaporte’. Depois dos ‘livros’ e das ‘conchas’, este é o mais recente formato a chegar ao mercado, embora, no passado, já tenha havido modelos deste género, como o Oppo Fold N2 (2022) e o primeiro Pixel Fold (2023).
Curiosamente, nenhum chegou de forma oficial a Portugal, pelo que o Galaxy Z Fold8 será mesmo uma estreia a nível nacional. Mas a prova de fogo chega em Setembro, quando a Apple lançar o seu primeiro foldable de sempre, que deve assumir o mesmo formato. Esta jogada de antecipação da Samsung é a mesma que fez no ano passado, quando lançou o Edge antes do Air.
Ao contrário dos dobráveis actuais em formato de livro, os “passaportes” são mais compactos e apresentam um rácio 10:16, o que acontece precisamente com este novo Galaxy, que a marca coreana apresentou hoje no seu evento Unpacked, juntamente com os Z Flip8 e Z Fold8 Ultra (além das versões actualizadas dos seus relógios).
De sublinhar que a Samsung optou por seguir uma nomenclatura estranha para este modelo de formato diferente: manteve o ‘8’ na designação, embora este corresponda às versões lançadas. Ora, sendo esta uma novidade, não faz muito sentido ter um ‘8’ à frente, pois não se trata da oitava iteração deste modelo, mas sim da primeira.
Aqui, temos um ecrã exterior de 5,5 polegadas (1264 x 1848) e um interior de 7,7 polegadas (1828 x 2584); segundo a marca, o de dentro é mais “amigável” para ver conteúdos de vídeo, dado que o formato 4:3 reduz o espaço desperdiçado na reprodução de conteúdos em 16:9».
Já o exterior é mais indicado para ver conteúdos das redes sociais, leia-se, ‘entrar em modo doom scroll’. Ao ser mais compacto que um dobrável comum (o grande foldable da Samsung passa a chamar-se Z Fold8 Ultra), também é mais leve: “apenas” 201 gramas.
Entre as outras características de destaque do novo “passaporte” da Samsung, temos a bateria de 4800 mAh e o novo ecrã com a tecnologia Flex Titanium, com um brilho máximo de 3000 nits e a tecnologia Vision Booster, com um acabamento que reduz os reflexos.
Finalmente, na fotografia, o Galaxy Z Fold8 traz duas câmaras de 50 MP, uma grande-angular (com zoom óptico de 2 x) e outra ultra grande-angular; as de selfie, tanto no ecrã exterior como no interior, são de 10 MP. Os preços são, como seria de esperar, bem altos: a versão de entrada custa 2069 euros (12 / 256 GB); depois temos a intermédia, por 2269,90 euros (12 / 512 GB), e a de topo (16 GB / 1 TB), que chega aos 2669,90 euros.
Como referimos, o Unpacked 2026 teve mais dois protagonistas, os outros dois dobráveis da marca, que agora chegam à oitava e sétima edições (lembre-se que, em 2021, o Z Flip saltou do ‘1’ para o ‘3’, para que ambos passassem a ter o mesmo número no nome).
O Z Fold8 torna-se mesmo o smartphone mais caro de sempre da Samsung, com a versão de 16 GB de memória e 1 TB de armazenamento a roçar os três mil euros: 2669,90 euros. A versão de entrada (12 GB / 256 GB) fica por 2269,90 euros e a intermédia (12 GB / 512 GB), por 2469,90 euros. Este modelo traz um ecrã interior Dynamic AMOLED 2X de 8 polegadas e um exterior de 6,5″; o processador é um Snapdragon 8 Elite Gen5 (3nm).
Já o Z Flip8 vem com um Exynos 2600 (2nm), ecrã interior de 6,9 polegadas e exterior de 4,1, igualmente Dynamic AMOLED 2X. Neste caso, há apenas duas versões, ambas com 12 GB de memória: 256 e 512 GB de armazenamento, por 1349,90 e 1549,90 euros, respectivamente.
Em termos de ofertas, a Samsung tem uma campanha transversal de retomas na pré-venda: entregar um smartphone antigo na compra dos Fold8 Ultra, Fold8 e Flip8 vale até trezentos euros nos dois primeiros e duzentos, no último. No caso específico do modelo com formato “passaporte”, a marca oferece um Samsung Watch9 e, no Flip, três meses de Samsung Care+ e seis de Google AI Pro.
