O impacto da inteligência artificial no emprego continua a dividir opiniões, mas Jensen Huang afasta cenários de colapso laboral e posiciona a tecnologia como um «catalisador económico». Numa conversa sobre tecnologia (video em cima) promovida pelo Milken Institute (EUA), o CEO da Nvidia afirmou que a IA «cria empregos».
Ao longo do debate, um dos temas centrais foi a ansiedade económica associada à rápida evolução da IA. Aqui, Jensen Huang foi questionado sobre se a «velocidade da transformação poderia gerar uma desigualdade acrescida» e «levantar dúvidas sobre a capacidade das economias em absorver» a mudança.
Huang respondeu com uma visão optimista e disse que o crescimento da indústria «depende de novas infra-estruturas, incluindo fábricas dedicadas à produção de hardware essencial para sistemas de inteligência artificial», um sector que «exige mão-de-obra e investimento contínuo».
O CEO da Nvidia tentou também desmontar a ideia da «substituição total de empregos». Segundo Jensen Huang, a automatização de tarefas específicas não implica a eliminação de funções completas: «As pessoas confundem o propósito de um trabalho com as tarefas que dele fazem parte».
Segundo o mesmo, o «valor global de um profissional dentro de uma organização tende a manter-se, mesmo com a introdução de ferramentas automatizadas».
Huang criticou ainda o discurso mais alarmista em volta da IA e alertou para o risco de afastar utilizadores e empresas. «A minha maior preocupação é a de que assustemos as pessoas com histórias de ficção científica ao ponto de evitarem a tecnologia», disse.
O responsável considera que esse receio «pode travar a adopção» desta tecnologia e «limitar o potencial económico da inovação».