As colunas integradas nas televisões modernas raramente oferecem uma qualidade de áudio à altura da imagem que conseguem mostrar. Para quem procura melhorar o som sem investir num sistema complexo e dispendioso, as soundbars económicas assumem-se como uma excelente opção. Mas não é necessário esvaziar a carteira para obter uma experiência de áudio muito melhor do que se consegue com as colunas integradas na TV. No entanto, existem três aspectos fundamentais a avaliar antes de tomar uma decisão de compra, para garantir que o investimento vale a pena e que o equipamento vai ao encontro das necessidades do utilizador.
O número de canais e a ilusão do som surround
O primeiro passo é definir quantos altifalantes deseja ter na sua sala. Os sistemas 5.1 exigem colunas traseiras físicas para criar um verdadeiro som envolvente. Muitas barras de som tentam simular este efeito através de software, mas o resultado fica muitas vezes aquém das expectativas. Se o objectivo passa apenas por obter um som mais nítido e potente do que o da televisão, um sistema estéreo 2.0 é suficiente e muito mais acessível. Modelos básicos, ligam-se facilmente através de HDMI ou um cabo óptico e oferecem uma melhoria imediata por valores a rondar os cem euros. Esta abordagem permite poupar dinheiro e evita a frustração de comprar um equipamento que promete som tridimensional sem ter o hardware adequado para o disponibilizar.
Evitar modelos com subwoofer integrado
O segundo ponto da lista prende-se com a reprodução dos graves. Um subwoofer é essencial para dar mais impacto ao áudio, especialmente em filmes de acção ou ao ouvir música. Contudo, devem evitar-se barras de som que incluam esta funcionalidade no próprio corpo do equipamento. Os subwoofers integrados não conseguem disponibilizar a mesma profundidade e potência de uma unidade dedicada, devido à falta de espaço físico e acústico dentro da barra. Muitas vezes, esta característica serve apenas como argumento de marketing. Assim, se os graves são uma prioridade, o ideal é procurar um pacote que traga um subwoofer externo e independente, o qual pode ser posicionado estrategicamente na sala para maximizar o impacto sonoro.
A importância dos formatos de áudio
O terceiro e último aspecto a considerar são os formatos de áudio suportados pelo equipamento. O Dolby Atmos tornou-se um padrão na indústria, uma vez que está presente na maioria dos serviços de streaming, como a Netflix e a Prime Video. Contudo, muitas barras de som económicas limitam-se a este formato e deixam de fora alternativas importantes, como o DTS X ou o Dolby Digital.
Isto é visível em modelos mais acessíveis, como acontece com algumas das recentes propostas da TCL para cinema em casa, nomeadamente a S55H. Por ser um sistema 2.1, consegue descodificar o sinal Atmos, mas não integra as colunas físicas necessárias para replicar a experiência na sua totalidade. Para quem consome apenas conteúdos em plataformas digitais, esta limitação não será um problema grave. Porém, para os utilizadores que gostam de ver filmes em formato físico, como discos Blu-ray 4K, a ausência de suporte para vários formatos vai notar-se bastante. Além disso, é importante verificar as ligações disponíveis, como entradas USB e portas HDMI eARC, para garantir a máxima compatibilidade com a televisão.