A escassez global de RAM poderá «intensificar-se nos próximos anos», impulsionada pela «crescente procura associada à inteligência artificial». O alerta foi reforçado pela Micron Technology, com o seu CEO (Sanjay Mehrotra) a defender que esta tecnologia «ainda está numa fase inicial» pelo que «exigirá volumes cada vez maiores de memória».
O responsável destacou ainda que a oferta actual é limitada e difícil de expandir no curto prazo. Este cenário não é isolado: outros grandes fabricantes, como a Samsung e a SK Hynix, têm vindo a emitir avisos semelhantes, apontando para «possíveis constrangimentos» até ao final da década.
Em paralelo, surgem indícios de que a Nvidia poderá adoptar medidas pouco convencionais para responder à pressão sobre a memória gráfica. De acordo com rumores citados pelo site VideoCardz, a empresa poderá reactivar a produção da GeForce RTX 3060 na sua versão com 12 GB de VRAM, um modelo lançado há duas gerações.
A eventual decisão teria como objectivo «oferecer uma alternativa mais acessível com maior capacidade de memória», numa altura em que a disponibilidade de VRAM de nova geração (GDDR7) continua limitada. A RTX 3060 tem memória GDDR6, o que permitiria «aliviar a pressão» das linhas de produção mais recentes.
Apesar de não existir confirmação oficial, este movimento reflecte um contexto mais amplo: a procura crescente por recursos de computação associados à IA está a redefinir prioridades na indústria de semicondutores.