As empresas chinesas de semicondutores começaram a inundar o mercado com chips DRAM e NAND de produção própria. Esta estratégia pode fazer descer os preços da memória e do armazenamento a nível global, o que oferece um alívio muito necessário aos consumidores. O impacto dos custos elevados tem sido notório na indústria, ao ponto de a RAM já representar mais de um terço do custo dos PC.
Corsair aposta em alternativas mais baratas
Segundo informações partilhadas no site X pelo utilizador @wxnod, a Corsair já começou a integrar chips de memória fabricados pela empresa chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT) nos seus módulos de próxima geração. Normalmente, a Corsair adquire os componentes à Micron Technology, mas os preços elevados levaram a marca a explorar opções mais económicas.
As imagens divulgadas revelam um módulo Corsair Vengeance DDR5-6000 de 16 GB equipado com chips da CXMT. Este módulo, que faz parte de um kit de 32 GB, opera a 1,35 V e suporta os perfis de overclock Intel XMP e AMD EXPO.
O crescimento explosivo da CXMT
A CXMT é a maior fabricante de chips de memória da China e detém cerca de 7,7% do mercado global de DRAM. Entre os seus clientes estão gigantes tecnológicas como a Alibaba, a Tencent e a ByteDance. De acordo com o site TechSpot, a empresa está a aumentar a sua capacidade para competir com líderes globais como a Samsung, a SK Hynix e a Micron.
Com os preços da memória a atingir valores recorde, as receitas da CXMT no primeiro trimestre subiram para 50,8 mil milhões de yuans (cerca de 6,8 mil milhões de euros), um aumento de 719% em relação ao ano anterior. A fabricante obteve um lucro líquido de 33 mil milhões de yuans (cerca de 4,1 mil milhões de euros) e prepara-se agora para entrar na Bolsa de Valores de Xangai.
O fim do superciclo da memória
À medida que as empresas chinesas continuam a expandir a produção de DRAM e NAND, alguns observadores da indústria alertam que o boom da memória impulsionado pela Inteligência Artificial pode arrefecer mais cedo do que o previsto. Kyung Kye-hyun, conselheiro executivo da Samsung Electronics, prevê que este superciclo pode perder força até 2028.