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A ler: Google opõe-se aos bloqueios de sites piratas na Europa
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InternetNotícias

Google opõe-se aos bloqueios de sites piratas na Europa

A Google alertou a Comissão Europeia para os perigos do bloqueio de sites piratas, argumentando que a restrição de endereços IP e DNS afeta serviços legítimos e é ineficaz.

Pedro Tróia
Publicado em 13 de Julho, 2026
Tempo de leitura: 3 min
Internet
Imagem de Pete Linforth por Pixabay
Neste artigo
  • Danos colaterais e ineficácia
  • O impacto noutros países europeus
  • Alternativas legais como solução

A Google comunicou à Comissão Europeia a sua oposição às medidas amplas de bloqueio de sites piratas na Europa. Num documento submetido no âmbito da revisão da Directiva de Direitos de Autor, a tecnológica argumenta que o bloqueio de DNS, endereços IP e redes VPN é ineficaz e prejudicial, segundo o site TorrentFreak.

Danos colaterais e ineficácia

A empresa norte-americana defende que estas restrições não removem o conteúdo ilícito das plataformas e são facilmente contornadas pelos utilizadores através de serviços alternativos. Além disso, o bloqueio de endereços IP gera resultados desproporcionais, uma vez que muitos serviços perfeitamente legais podem partilhar o mesmo IP e acabar por ficar inacessíveis injustamente.

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Para sustentar esta posição, a gigante das pesquisas recordou um incidente ocorrido em Portugal em Dezembro de 2019. Na altura, os fornecedores de acesso à Internet (ISP) nacionais bloquearam endereços IP virtuais alojados pela Google. Esta acção acabou por interromper serviços essenciais e cortou o tráfego legítimo de clientes da Google Cloud que partilhavam os mesmos blocos de IP. A infra-estrutura da tecnológica é vasta e qualquer falha tem um impacto global.

O impacto noutros países europeus

O problema não se limita a Portugal. Em Itália, o sistema Piracy Shield bloqueou um subdomínio do Google Drive e endereços IP que alojavam mais de 42 milhões de domínios de clientes da Cloudflare. Já em França, a Cisco deixou de oferecer o seu serviço OpenDNS após um tribunal local ter ordenado o bloqueio de servidores de DNS.

A relação da empresa com as entidades reguladoras do Velho Continente tem sido pautada por vários desafios legais, sobretudo depois de a justiça europeia ter aplicado uma pesada penalização financeira à tecnológica. Ainda assim, a Google sublinha que não se opõe totalmente aos bloqueios, desde que estes sejam proporcionais, transparentes e utilizados apenas como último recurso, quando as opções normais de remoção falham.

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Alternativas legais como solução

Em vez de apostar na repressão técnica, a Google acredita que a verdadeira solução para a pirataria passa por criar alternativas legais superiores. A falta de resposta à procura dos consumidores é um dos principais motores do consumo ilegal de conteúdos. Historicamente, a chegada de serviços de streaming acessíveis ajudou a reduzir a pirataria, ao centralizar o consumo de vídeo e áudio.

No entanto, a fragmentação do mercado e o aumento dos preços podem empurrar os utilizadores de volta para os sites não autorizados. Num momento em que o mercado tecnológico procura simplificar a vida aos internautas, a imposição de barreiras técnicas cegas pode acabar por prejudicar mais empresas legítimas do que os verdadeiros infractores.

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Etiquetas:EuropaGooglePirataria
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