A OpenAI está a reforçar a sua estratégia para consolidar utilizadores e acelerar o crescimento no segmento empresarial. A orientação surge num memorando interno enviado por Denise Dresser, chief revenue officer (CRO) da empresa.
Aqui, esta responsável sublinha a necessidade de criar um «fosso competitivo» num mercado onde a «troca entre modelos de IA acontece com facilidade».
O documento, com quatro páginas e citado pelo The Verge, defende uma mudança de posicionamento: «A adopção de múltiplos produtos torna-nos mais difíceis de substituir», escreve a CRO, acrescentando que a empresa deve pensar «como uma plataforma com vários pontos de entrada e uma oferta empresarial unificada».
A aposta no segmento enterprise aparece como uma «prioridade estratégica», num momento em que a empresa quer concentrar os recursos nos seus principais motores de receita e evitar a dispersão em «iniciativas secundárias». Denise Dresser enquadra esta mudança num contexto de «concorrência crescente».
No memorando (que pode ser lido, de forma integral, aqui), a OpenAI aponta directamente à Anthropic: a OpenAI acusa a concorrente de «inflaccionar métricas financeiras» e de não ter investido de «forma adequada em capacidade computacional».
A disputa entre as duas empresas estende-se também ao posicionamento ideológico. Enquanto a OpenAI continua a promover uma abordagem de «IA democrática», com maior acesso ao público, o memorando descreve a narrativa da Anthropic como assente em «medo, restrição e na ideia de que um pequeno grupo deve controlar a IA».