Recentemente, a MEO finalizou a modernização tecnológica da infra-estrutura de telecomunicações na Linha Verde do Metropolitano de Lisboa. Esta intervenção resultou na activação da rede 5G em toda a extensão deste trajecto. A medida tem como objectivo optimizar a experiência digital dos passageiros que utilizam este eixo central da capital portuguesa nas suas deslocações diárias.
Com a conclusão desta fase, os utilizadores passam a ter acesso a uma conectividade mais rápida e estável entre as estações de Telheiras e do Cais do Sodré. O projecto abrange paragens de grande afluência, como o Campo Grande, Alvalade, Alameda, Arroios, Intendente, Rossio e Baixa-Chiado. A disponibilização desta tecnologia permite aos passageiros executar tarefas online, aceder ao browser ou consumir conteúdos multimédia sem interrupções durante as viagens subterrâneas.
O calendário de modernização da rede subterrânea
Este desenvolvimento na Linha Verde surge no seguimento de um plano mais alargado de actualização das infraestruturas do Metro de Lisboa. De acordo com as informações oficiais, a introdução da tecnologia de quinta geração móvel teve início na Linha Vermelha durante o ano de 2024. Posteriormente, em dezembro de 2025, as equipas técnicas concluíram a cobertura na Linha Amarela.
O planeamento indica que o projecto avança agora para a Linha Azul. A modernização e a respectiva activação do 5G neste último trajecto estão previstas para o verão de 2026. Quando esta fase terminar, o Metropolitano de Lisboa passará a oferecer uma cobertura integral de nova geração em toda a sua rede subterrânea.
Desafios técnicos e impacto nos utilizadores
A instalação de equipamentos de telecomunicações em ambientes subterrâneos é um processo tecnicamente exigente. A complexidade da operação prende-se com a necessidade de colocar antenas e cablagem ao longo de quilómetros de túneis, sem interromper a circulação diária dos comboios. As intervenções ocorrem maioritariamente durante o período nocturno, no curto espaço de tempo em que a rede se encontra encerrada ao público. A arquitectura da rede foi desenhada para evitar zonas sem sinal entre as estações, de modo a assegurar que a transição do sinal ocorre de forma fluida enquanto a composição se desloca a alta velocidade.
A operação requer uma colaboração estreita entre as equipas operacionais do Metropolitano de Lisboa e a gestão técnica assegurada pela MEO. O trabalho conjunto tem sido fundamental para ultrapassar as barreiras físicas dos túneis e para garantir a propagação do sinal. É importante referir que, embora a gestão operacional da infra-estrutura seja da responsabilidade da MEO, os benefícios directos aplicam-se a todos os passageiros, independentemente da empresa de telecomunicações que utilizam.
A transição para o 5G no subsolo lisboeta representa uma actualização necessária face aos padrões actuais de consumo de dados. As redes anteriores apresentavam limitações de capacidade, especialmente em horas de ponta, quando milhares de dispositivos tentavam ligar-se em simultâneo nas mesmas estações. A nova infra-estrutura integra funcionalidades que permitem gerir um volume de tráfego substancialmente maior, o que reduz drasticamente as falhas de ligação.
Para as empresas e profissionais que dependem de conectividade constante, a possibilidade de manter comunicações activas durante as deslocações urbanas é um factor de produtividade. A rede 5G disponibiliza latências muito baixas, o que facilita a realização de videochamadas ou o acesso a servidores remotos a partir das carruagens. Com a conclusão prevista para 2026, Lisboa alinha-se com outras capitais europeias que já oferecem acesso integral a redes móveis de alta velocidade nos seus sistemas de transporte subterrâneo.