O Património Cultural, IP anunciou ter concluído a produção das visitas virtuais previstas na submedida integrada no Plano de Recuperação e Resiliência, indo além do inicialmente previsto. Assim, «em vez das 65 visitas planeadas, foram concretizadas 67 experiências digitais», no âmbito do programa ‘Património Cultural 360’.
A iniciativa assume-se como «uma das principais apostas na transição digital do sector cultural», ao permitir o acesso remoto e virtual a museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos através de «conteúdos imersivos».
Desde o arranque do projecto, em Abril de 2024, foram feitas «mais de 60 mil digitalizações 2D e 3D de bens culturais móveis, além da produção de treze filmes documentais», explica o Património Cultural, IP. Esta iniciativa é muito semelhante à que a Google tem com a plataforma Arts & Culture, onde, de resto, estão vários museus portugueses.
«A concretização e superação desta meta representa um passo decisivo na democratização do acesso ao património cultural. As visitas virtuais permitem chegar a novos públicos, ultrapassar barreiras físicas e valorizar os equipamentos culturais através das tecnologias digitais», afirma João Soalheiro, presidente do conselho directivo desta entidade.
Com um investimento «superior a onze milhões de euros», o ‘Património Cultural 360’ envolve mais de vinte entidades parceiras, incluindo organismos públicos, autarquias, fundações e arquivos; a RTP é, ainda, media partner.
Entre os espaços já disponíveis em formato digital «destacam-se o Mosteiro da Batalha, a Sé de Évora e o Museu Nacional da Música», com visitas que permitem «explorar detalhes arquitectónicos e conteúdos com elevado nível de profundidade». Refira-se que todos os conteúdos estão disponíveis gratuitamente online.