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Desde o início da crise do COVID-19, a Internet na Europa tem funcionado sem problemas

Apesar das previsões catastróficas, a infraestrutura de Internet europeia tem estado a funcionar sem problemas.

StreamingFoto Glenn Carstens-Peters - Unsplash

A BEREC, a agência europeia que reúne os vários reguladores de telecomunicações dos países membros, fez saber esta semana que não têm ocorrido problemas de congestionamento das comunicações via Internet na Europa, desde o início da crise do Coronavírus.

A agencia diz também que, apesar do tráfego nas redes fixas e móveis ter crescido significativamente, não se registaram nenhuns problemas de maior na Europa, por esgotamento da largura de banda disponível.

Esta informação vem no seguimento de vários especialistas terem previsto que a infra-estrutura pudesse não aguentar o aumento de tráfego causado pelo facto de muitos utilizadores estarem em casa de quarentena na maioria dos países europeus.

A agência também fez saber que ocorreram alguns problemas “locais e temporários” em certas zonas, mas que foram resolvidos rapidamente e não foram considerados “fora do normal”.

A agência também louvou os operadores de telecomunicações de alguns estados membros, pela implementação de medidas amigas dos consumidores, como o aumento dos limites de tráfego nos pacotes de dados disponíveis nas subscrições, durante o período de quarentena.

Ainda segundo a BEREC, o tráfego de Internet na Europa não só estabilizou, como também se reduziu nas horas de mais consumo, em alguns países da UE. A agência afirma que isto se ficou a dever às medidas de redução de tráfego implementadas por alguns fornecedores de conteúdos.

Há duas semanas, a UE pediu formalmente aos serviços de streaming para reduzirem a qualidade da imagem nos mercados europeus, para impedir que a infra-estrutura de Internet entrasse em colapso por causa da maior procura.

O Netflix e o YouTube foram os primeiros a responder ao pedido e, na semana passada, começaram a distribuir os seus streams com menor qualidade de imagem na Europa. No caso do YouTube, todos os vídeos são reproduzidos em SD por defeito e no caso do Netflix foi reduzido o bitrate do vídeo mas não a resolução.

O YouTube acabou por estender a medida aos utilizadores em todo o mundo e não só na UE.

A Amazon Prime Video, Disney+ (ainda não disponível em Portugal) e o Facebook responderam ao pedido da BEREC mais tarde, mas também reduziram a qualidade dos vídeos que servem na Europa.

A Akamai, Microsoft e a Sony, apesar de não terem recebido um pedido directo da UE, também decidiram limitar a largura de bando nos downloads de jogos para evitar congestionamentos quando é lançado um novo jogo ou actualização que tenha de ser distribuída a milhões de utilizadores.

Apesar de tudo, alguns especialistas vieram criticar o pedido da BEREC, denominando-o “pânico desnecessário”. Vários fornecedores de serviços dizem que as principais vias de comunicação da Internet (backbone) foram pensadas especialmente para momentos como o que estamos a viver e foram desenhadas para suportar volumes de tráfego muito altos e súbitos.

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