Portugal contribui para aumentar 10 vezes a velocidade das comunicações sem fios

O projecto iBROW foi coordenado pela Universidade de Glasgow, e contou com dois parceiros portugueses, o INESC TEC e a Universidade do Algarve.
iBROW RTD
iBROW/ RTD

Três anos depois, com a colaboração de 11 parceiros internacionais e de 4 milhões de euros financiados pela Comissão Europeia, foram demonstradas velocidades de transmissão que atingiram uma velocidade de 10 gigabits por segundo.

Tudo graças a uns dispositivos chamados RTDs (em português “díodos de túnel ressonantes” e em inglês “resonant tunneling diode”), que consistem em “novas tecnologias transmissoras sem fios, com a aparência de pequenos chips, com baixo custo e energeticamente eficientes, que permitem transmissão de dados ultrarrápida integrada com rede de fibra óptica.”

O factor de maior diferenciação das demonstrações que foram feitas no âmbito do projecto europeu iBROW (Innovative ultra-BROadband ubiquitous Wireless communications through terahertz transceivers) foi o uso do RTD como interface entre o domínio da fibra óptica e o domínio das comunicações sem fios.

O projecto iBROW foi coordenado pela Universidade de Glasgow, e contou com dois parceiros portugueses, o INESC TEC e a Universidade do Algarve; mais quatro instituições do Reino Unido, para além do coordenador, a Vivid Components, IQE Silicon Compounds, Compound Semiconductor technologies global limited e Optocap; duas entidades alemãs, a Nokia Solutions and Networks e a Universidade Técnica de Braunschweig; e dois parceiros franceses, III-V Lab e Commissariat a L Energia Atomique et aux Energies Alternatives.

Testados nos laboratórios da Universidade de Glasgow a uma frequência de funcionamento de 300 giga-hertz e nos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) a 100 giga-hertz, o que falta para os RTDs produzidos serem colocados no mercado é um processo de industrialização da tecnologia.

“Num futuro próximo, entre 5 a 10 anos, vai ser possível colocar estes microchips em dispositivos, como por exemplo, telemóveis. As condições para o seu fabrico foram criadas neste projecto de investigação e desenvolvimento, mas as universidades e institutos de investigação não têm capacidade para fabricar estes circuitos integrados em série, isso tem que partir da indústria”, explicou Luís Pessoa, investigador do Centro de Telecomunicações e Multimédia do INESC TEC.

Via INESC TEC.

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