Um estudo da consultora EY, cujos resultados foram partilhados pela Web Summit, estima que este evento tenha contribuído com «2492 milhões de euros para a economia portuguesa», desde a sua chegada a Lisboa, há uma década. Este valor corresponde a uma «média anual próxima dos 250 milhões de euros».
De acordo com a análise, que considera as «despesas dos participantes, a criação de emprego, o aumento dos salários e os efeitos no investimento e nas empresas portuguesas», o benefício líquido anual «ultrapassa os 230 milhões de euros», mesmo depois de considerados os «custos de acolhimento da conferência». Só em 2025, a EY estima que a presença da Web Summit tenha contribuído para gerar «50 milhões de euros em receitas fiscais».
As despesas dos visitantes são das “fatias” mais significativos para este “bolo”: 730 milhões de euros. A organização refere que o evento atrai, habitualmente, cerca de «setenta mil pessoas a Lisboa, todos os anos». O estudo analisa ainda a evolução do ecossistema português de startups, cujo número duplicou entre 2016 e 2025.
No final do ano passado, estas empresas empregavam o equivalente a «28 mil trabalhadores a tempo inteiro». Durante o mesmo período, a facturação anual do sector passou de «1230 para 2850 milhões de euros», enquanto as exportações subiram de «673 para 1570 milhões de euros».
A projecção internacional de Portugal foi outra das dimensões analisadas pela EY. Entre 2016 e 2026, a Web Summit terá originado cerca de «114 mil referências nos meios de comunicação internacionais», com um valor publicitário equivalente a «três mil milhões de dólares».
