A Seagate e a Toshiba disputam actualmente a aquisição da divisão de cabeças magnéticas para discos rígidos da TDK. A empresa japonesa pretende alienar esta área de negócio para angariar fundos frescos, com o objectivo de canalizar os investimentos para o desenvolvimento de sensores, fontes de alimentação e outros dispositivos electrónicos avançados. A Toshiba iniciou as conversações no início do ano, mas a Seagate apresentou uma oferta superior durante o verão, segundo avança o site TechSpot. O valor exacto da transacção ainda não é conhecido, mas as estimativas apontam para um montante na ordem de alguns milhares de milhões de dólares. O vencedor desta disputa garantirá a produção de cabeças de gravação magnética da TDK, o que vai fortalecer a sua posição no mercado no longo prazo.
Impacto no mercado de armazenamento
A indústria de gravação magnética atravessa um momento de forte crescimento impulsionado pela inteligência artificial, o que leva as gigantes do sector a reforçar as suas cadeias de abastecimento. A Seagate e a Western Digital dominam o mercado moderno de discos rígidos, com cada uma a deter cerca de 45% da quota global, enquanto a Toshiba assegura os restantes 10%. Ao contrário das duas líderes de mercado, que possuem linhas de produção internas, a Toshiba depende fortemente de parceiros externos como a TDK para a montagem das suas unidades. Uma eventual perda deste fornecedor seria altamente prejudicial para as operações da marca japonesa. No entanto, a Seagate também corre o risco de perder um parceiro fundamental numa altura em que a produção de discos rígidos assume uma importância cada vez maior.
Reuniões e possíveis parcerias
A procura massiva por soluções de armazenamento económico por parte de empresas focadas em modelos de linguagem de grande escala gerou um aumento substancial nas vendas e nas pré-encomendas da Seagate e da Western Digital. Perante a ameaça de um desequilíbrio estrutural na indústria, executivos da Seagate, da Toshiba e da TDK reuniram-se em Tóquio na semana passada para debater o futuro da produção. As três entidades ponderam mesmo a criação de uma nova parceria comercial conjunta para gerir as operações e estabilizar o fornecimento de componentes vitais. As negociações encontram-se ainda numa fase preliminar, com a forte possibilidade de as conversações caírem por terra caso as partes envolvidas não cheguem a um acordo definitivo.
