A Microsoft prepara-se para implementar alterações substanciais nas subscrições Personal, Family, Premium e Pro do Microsoft 365. Segundo o site ZDNET, as modificações vão entrar em vigor nos próximos meses e afectam directamente os benefícios de armazenamento na nuvem e a utilização de ferramentas de inteligência artificial. A empresa justifica a medida com a necessidade de oferecer mais flexibilidade aos utilizadores, embora o resultado prático se traduza numa redução drástica de recursos para quem tira o máximo partido dos planos familiares.
Novo modelo de armazenamento
Até agora, os membros integrados num plano Family, Premium ou Pro tinham direito a um limite individual fixo de 1 TB no OneDrive. Numa família com seis utilizadores activos, o espaço total disponível atingia os 6 TB. O novo modelo altera esta dinâmica ao criar uma quota partilhada para toda a subscrição. Os ficheiros de cada membro continuam totalmente privados, mas o espaço ocupado passa a ser descontado de um bolo comum. As subscrições Family e Premium ficam limitadas a um total de dois terabytes de armazenamento partilhado. Esta mudança representa um corte muito significativo face à capacidade máxima anterior, assemelhando-se a um fenómeno de inflação oculta no mercado digital.
Impacto nas contas e plano Pro
Para os clientes que exigem capacidades superiores, a Microsoft lançou o plano Microsoft 365 Pro em Setembro. Esta modalidade oferece 5 TB de armazenamento partilhado e limites mais elevados para a utilização de créditos de inteligência artificial. O custo mensal deste pacote fixa-se nos 110 euros. Os actuais subscritores dos planos familiares que já ultrapassam a marca dos 2 TB de dados terão de eliminar ficheiros ou suportar custos adicionais para manter a informação nos servidores. Estas flutuações nas políticas comerciais levam cada vez mais entidades a reavaliar as suas dependências tecnológicas, à semelhança do governo suíço que anunciou o abandono gradual do Microsoft 365 em prol da soberania digital.
