A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos aprovou o pedido da empresa de Elon Musk para colocar em órbita 15.000 satélites de próxima geração, destinados ao serviço Starlink Mobile. O regulador norte-americano emitiu a autorização no dia 6 de Outubro, segundo avança o site Notebookcheck. Esta decisão inclui uma isenção especial que permite o fornecimento de comunicações móveis directamente através dos satélites, dispensando qualquer acordo de aluguer de espectro com operadores móveis terrestres.
Salto no desempenho e operações em baixa órbita
A nova infra-estrutura espacial promete entregar velocidades 5G até 150 Mbps por utilizador. Este valor representa um aumento enorme face à versão actual do serviço, que opera com cerca de 650 satélites e atinge velocidades estimadas em torno dos 4 Mbps. Os novos equipamentos vão orbitar a uma altitude entre 326 e 335 quilómetros para garantir uma latência reduzida nas comunicações.
O caminho regulatório recém-aberto coloca a gigante aeroespacial em concorrência directa com as operadoras de telecomunicações tradicionais. A autorização abrange um vasto leque de frequências que a empresa está a comprar à EchoStar, um negócio avaliado em 17 mil milhões de dólares (cerca de 15,3 mil milhões de euros). A transferência de espectro recebeu luz verde em Maio, sujeita a uma caução de 2,4 mil milhões de dólares (cerca de 2,1 mil milhões de euros). A fase de testes nestas bandas específicas decorre até à conclusão da segunda etapa de aquisição da EchoStar, agendada para 30 de Novembro de 2027.
Expansão terrestre com novas tecnologias
Para complementar a rede orbital, a estratégia passa por emparelhar os satélites com femtocélulas de baixo custo instaladas no solo. Esta abordagem técnica visa expandir a cobertura de rede para os subúrbios e grandes cidades, eliminando a dependência das tradicionais torres de telecomunicações. A SpaceX também estabeleceu parcerias com operadoras de vários países para poder usar infra-estrutura existente. Apesar do cepticismo demonstrado por alguns executivos do sector, a empresa mantém o objectivo de iniciar os lançamentos da segunda geração de satélites antes do fecho definitivo do acordo comercial.
