A nova tecnologia de renderização neural da Nvidia está a gerar preocupações sérias entre os entusiastas de hardware. O problema central reside no custo energético elevado que esta inovação exige. Activar esta funcionalidade empurra as placas gráficas para o limite absoluto de energia, criando cenários de consumo sustentado que alarmam os utilizadores. Numa RTX 5090, por exemplo, o consumo atinge os 575 W sob carga máxima, o que reacende os receios de cabos derretidos que assombraram a geração anterior.
Para compreender a dimensão deste impacto térmico, foram realizados testes práticos intensivos. Segundo o site TweakTown, a publicação sul-coreana QuasarZone decidiu analisar o comportamento térmico das edições Founders da RTX 5080 e da RTX 5090. A equipa utilizou uma versão modificada do jogo Cyberpunk 2077 para forçar a renderização avançada. Os resultados mostraram um salto significativo no consumo médio. A RTX 5080 passou de 298 W para 350 W, enquanto o modelo de topo saltou de 509 W para uns impressionantes 575 W.
O perigo no conector de energia
As medições térmicas revelaram o verdadeiro calcanhar de Aquiles desta nova arquitectura gráfica. Através do uso de uma câmara térmica, os especialistas notaram que as temperaturas mais altas na RTX 5090 não têm origem no processador gráfico ou na memória. O verdadeiro ponto de ebulição encontra-se no conector de 16 pinos. As leituras captadas em ambos os lados do cabo registaram um máximo de 91,7 graus Celsius com a renderização neural activada. Sem esta tecnologia, a temperatura ficava-se pelos 80,9 graus Celsius. Trata-se de um aumento considerável que coloca a integridade física dos materiais sob enorme pressão durante sessões de jogo prolongadas.
Picos de consumo assustadores
O cenário agrava-se quando são analisados os picos instantâneos de energia exigidos pelo sistema. Recorrendo à ferramenta de medição oficial da Nvidia, os testes demonstraram que a RTX 5090 atingiu um pico de 646,7 W, um valor substancialmente superior aos 571,7 W registados em condições normais. A RTX 5080 não escapou a esta tendência, ultrapassando a marca dos 415 W nos momentos de maior carga. Para mitigar receios imediatos de incêndio, foi também testado um modelo ASUS ROG Astral RTX 5090, onde se verificou uma distribuição de energia relativamente equilibrada. Um dos seis pinos atingiu a marca de 8.510 miliamperes, mantendo-se ainda dentro do limite máximo de 9.200 miliamperes estabelecido pela norma PCI-SIG. No entanto, fica claro que usar esta tecnologia nas novas placas gráficas as empurra para um nível de esforço que aumenta drasticamente o risco de falhas na entrega de energia.
