A Xiaomi decidiu mudar a fórmula de sucesso que costuma usar nas gamas Redmi Note e, em vez de apostar em câmaras com centenas de megapixéis e desempenho, o novo modelo destaca-se sobretudo pela autonomia e durabilidade.
Autonomia para dar e vender
A marca promete até três dias de utilização para o Redmi Note 17 Pro Max 5G. Com bateria de 9210 mAh de silício-carbono, é isso mesmo que acontece. Isto é comprovado pelos resultados do teste PCMark 3.0 Battery com 1654 minutos: este é novo campeão na sua categoria de smartphones entre 400 e 800 euros. A esta mais-valia, junta-se o carregamento HyperCharge de 100 W.
Outra área em que este telemóvel se destaca é na resistência e durabilidade com painel frontal Gorilla Glass Victus 2, certificações IP68/IP69 e Qualidade Titan de 5 estrelas da TÜV SÜD, além de resistência a quedas de até três metros e imersão prolongada. A verdade é que provocámos algumas quedas e não vimos quaisquer danos.
Design, ecrã e áudio
O design do Note 17 mudou um pouco e se, o 15, tinha um módulo traseira das câmaras no centro, agora passou para o lado direito. De resto, o equipamento mantém o estilo do seu antecessor. Os 229 gramas de peso, tornam este smartphone num dos mais pesados que testámos, mas é um compromisso aceitável já que é derivado de ter uma bateria de grandes dimensões.
O ecrã AMOLED de 6,83 polegadas mantém a resolução 1.5K e os 120 Hz, mas passa a oferecer até 3500 nits de brilho máximo, HDR10+ e Dolby Vision. A experiência de utilização é excelente, tanto para na visualização de conteúdos multimédia como para trabalhar. Já o áudio está em sintonia com o que vemos graças aos altifalantes que proporcionam um som de qualidade, mesmo com volume alto.
Menos MP, mas bons resultados
O Redmi Note 15 Pro+ 5G tinha uma câmara principal de 200 MP, enquanto o Note 17 Pro Max passa para um sensor de 50 MP com estabilização óptica de imagem, acompanhado por uma ultra grande angular de 8 MP. À primeira vista, parece um retrocesso, mas não é bem isso que acontece. A câmara principal consegue resultados competentes, com bom nível de detalhe e cores equilibradas em boas condições de luz e mesmo à noite os resultados são na maioria das vezes OK. A ultra grande angular de 8 MP produz resultados nem sempre ideais e decepciona um pouco, mesmo durante o dia. A Xiaomi oferece várias funcionalidades de IA e opções de edição. A possibilidade de fotografar debaixo de água é outra das funcionalidades interessantes, aproveitando a elevada resistência do equipamento. A câmara frontal de 32 MP, capaz de gravar vídeo em 4K, é uma melhoria interessante, nomeadamente para quem utiliza o smartphone para videoconferências, faz muitas selfies ou criação de conteúdos.
Desempenho não é o ideal
O ponto mais fraco deste equipamento é mesmo o Snapdragon 6 Gen 5, que oferece um desempenho q.b. na utilização diária e que, por vezes é menos fluido do que seria desejável. Comparativamente ao Note 15 Pro+, a evolução que seria expectável acaba por ser inexistente tendo ficado abaixo em todos os benchmarks que fazemos. Esta escolha de CPU parece-nos que não foi a mais acertada. Além disso, ter apenas uma opção de memória de 8 GB pode limitar o uso do smartphone durante vários anos.
Por outro lado, o HyperOS 3 baseado no Android 16 continua a trazer muitas apps desnecessárias, mas parece-nos estar mais intuitivo de usar e isso são sempre boas notícias.
Distribuidor: Xiaomi
Preço: 599,99€
Benchmarks
- AnTuTu: 969 661
- 3D Mark Wild Life: 1384
- GeekBench 6 Single CPU: 911
- GeekBench 6 Multi CPU: 2834
- GeekBench 6 OpenCL: 3697
- PCMark 3.0 Work: 12 189
- PCMark 3.0 Battery: 1654 minutos
Ficha Técnica
Processador: Snapdragon 6 Gen 5
Memória: 8 GB
Armazenamento: 256 GB
Câmaras: 58 MP (traseira), 32 MP (frontal)
Ecrã: 6,83” AMOLED 1.5K, 120 Hz (1280 x 2772), 447 ppi
Bateria: 9210 mAh
Dimensões: 163,4 × 78,3 × 8,6 mm
Peso: 229 g
