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A ler: Microsoft nega que o Windows 11 espie os utilizadores
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Microsoft nega que o Windows 11 espie os utilizadores

Um rumor viral acusou a Microsoft de instalar um serviço oculto para espiar os utilizadores do Windows 11, mas um executivo da empresa já veio a público desmentir a situação e explicar o verdadeiro propósito da ferramenta.

Pedro Tróia
Publicado em 4 de Agosto, 2026
Tempo de leitura: 4 min
windows-AigsWJmvoEo-unsplash
Foto de Windows na Unsplash
Neste artigo
  • O verdadeiro propósito do serviço
  • Como desactivar a ferramenta de diagnóstico

Uma publicação viral na rede social X gerou pânico ao afirmar que a Microsoft adicionou um serviço oculto para espiar os computadores de secretária com Windows 11. No entanto, de acordo com o site Windows Latest, a alegação é falsa e a própria gigante tecnológica já veio a público esclarecer a situação.

O utilizador responsável pelo rumor, que gere um negócio pago de optimização de computadores para videojogos, afirmou em letras maiúsculas que a ferramenta recolhia dados a cada quinze minutos. A ironia é que o próprio autor admitiu mais tarde que a maioria dos serviços em segundo plano não afecta o desempenho dos jogos, algo que contradiz o alarme gerado. A comunidade rapidamente desmascarou a publicação, notando que o serviço, conhecido internamente como whesvc, já existe desde Maio de 2025 nas versões de teste do sistema operativo.

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É verdade que a empresa tem o hábito de tomar decisões unilaterais, como quando decide forçar a instalação de novas aplicações de fotografia sem o consentimento prévio dos utilizadores, o que ajuda a alimentar a desconfiança geral. Contudo, neste caso específico, o serviço tem uma função legítima e documentada.

O verdadeiro propósito do serviço

Longe de ser uma ferramenta de espionagem, o serviço “Windows Health and Optimized Experiences” alimenta a funcionalidade de Poupança de Energia Adaptável, que ajusta automaticamente as definições para preservar a bateria. Além disso, actua no diagnóstico de desempenho. Quando o sistema detecta lentidão, regista dados localmente no disco rígido.

Embora o rumor afirmasse que a ferramenta era inútil em computadores de secretária e servia apenas para portáteis, máquinas onde a Microsoft tem vindo a melhorar a usabilidade, permitindo até ajustar a área de clique direito nos painéis táteis, a realidade é que o serviço monitoriza métricas básicas de hardware em qualquer tipo de PC.

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Para encerrar a polémica, Scott Hanselman, vice-presidente e membro da equipa técnica da Microsoft, interveio directamente. O executivo clarificou que os dados de diagnóstico permanecem na máquina do utilizador e nunca são enviados para os servidores da empresa, a menos que a pessoa decida submeter um relatório de erro através do Hub de Comentários. Hanselman sublinhou ainda que o serviço utiliza contadores de desempenho padrão do Windows, rejeitando a ideia de que consome muitos recursos ou grava a actividade do ecrã.

Como desactivar a ferramenta de diagnóstico

Se, mesmo após as explicações da Microsoft, preferir manter este serviço desligado, o processo é simples. Basta abrir a aplicação Serviços (escrevendo services.msc no menu Iniciar), procurar por “Windows Health and Optimized Experiences” e alterar o tipo de arranque para “Desactivado”. Em alternativa, pode usar a linha de comandos com privilégios de administrador e executar os comandos `sc stop whesvc` e `sc config whesvc start=disabled`.

Para quem prefere começar do zero e garantir um sistema totalmente limpo, sem configurações residuais ou dúvidas sobre serviços a correr em segundo plano, a melhor opção passa sempre por preparar uma unidade externa de instalação e reinstalar o sistema operativo de raiz.

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Etiquetas:MicrosoftWindows 11
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