A Spotify voltou a falar da ferramenta de inteligência artificial que vai permitir aos fãs criarem covers e remisturas de músicas de artistas. Durante a apresentação de ontem dos resultados do segundo trimestre, a empresa não avançou uma data para a estreia, mas revelou que a Merlin passou a integrar o projecto.
A Merlin é um parceiro de licenciamento de editoras e distribuidores independentes e representa mais de trinta mil labels. Com esta adesão, a marca junta-se à Universal Music Group no acordo que servirá de base ao futuro produto de IA do Spotify.
A empresa descreve a proposta como «diferente» dos serviços de IA generativa que criam canções inteiramente artificiais. Gustav Söderström, co-CEO da Spotify, assegura que são artistas reais, não falsos».
Segundo Alex Norström, outro co-CEO da plataforma, os artistas terão de «autorizar» a inclusão das respectivas obras num catálogo que permitirá aos utilizadores experimentar covers e remisturas. O Spotify garante que quer «atribuir os devidos créditos» e criar um «modelo de remuneração» para os participantes.
A empresa deverá ainda disponibilizar um preview desta funcionalidade de IA a um «grupo limitado» de utilizadores. Esta ferramenta deverá ser lançada como um suplemento pago, segundo informações já avançadas pelo Spotify.
