A corrida pela supremacia tecnológica exige sacrifícios financeiros difíceis de imaginar. Entre 2026 e o final da década, a criadora do ChatGPT espera gastar mais 278 mil milhões de dólares do que a receita gerada. Esta previsão impressionante surgiu num documento interno divulgado a investidores, segundo o site Tom’s Hardware. O valor ultrapassa os orçamentos nacionais de países inteiros, o que sublinha a escala monumental das operações em curso.
O optimismo comercial permanece intacto apesar destas perdas massivas. A organização prevê aumentar as receitas de 36 mil milhões de dólares em 2026 para 350 mil milhões em 2030. No entanto, a infra-estrutura necessária para suportar este crescimento exige investimentos colossais. A factura com recursos de computação deverá atingir os 856 mil milhões de dólares durante este período de quatro anos. A construção de novos centros de dados e o treino contínuo de sistemas justificam a maior fatia desta despesa, especialmente numa fase em que a tecnológica lança frequentemente soluções inovadoras, como um novo modelo capaz de gerar imagens 50% mais depressa.
O desafio de manter os cofres cheios
As exigências de capital obrigam a uma procura constante por novos investidores. O modelo financeiro actual indica que os 122 mil milhões de dólares angariados em Março podem esgotar-se logo em 2028. Para evitar a paralisação das operações, as conversações para uma nova ronda de financiamento já começaram. Várias entidades demonstraram interesse em fornecer capital com base numa avaliação de mercado a rondar os 1200 mil milhões de dólares. Estes fundos são cruciais para continuar a desenvolver ferramentas especializadas para as empresas, uma necessidade que fica evidente quando uma nova inteligência artificial da OpenAI traz capacidades de cibersegurança sem precedentes.
Para colocar os números em perspectiva, a perda projectada de 278 mil milhões de dólares equivale a quatro anos de subscrições mensais de 20 dólares pagas por cerca de 290 milhões de pessoas. No início de 2026, a plataforma registava mais de 50 milhões de assinantes individuais e nove milhões de utilizadores empresariais pagos. Inicialmente, estava planeada uma oferta pública inicial para o outono de 2026. O processo acabou por ser adiado devido a preocupações públicas com os riscos dos sistemas avançados e receios sobre a forma como os mercados avaliariam uma entidade que gera prejuízos superiores ao orçamento da Noruega.
