A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) recebeu 4461 candidaturas ao Concurso de Bolsas de Investigação para Doutoramento de 2026. Após a «validação pelas instituições contratantes e a retirada das desistências», 4423 propostas seguiram para avaliação.
Destas, mil destinam-se a «investigação em contexto académico» e seiscentas a «projectos desenvolvidos em empresas, organismos públicos e outras entidades». Esta segunda linha recebeu «mais 9,1% de apoios que no ano anterior». O investimento previsto ronda os 145 milhões de euros, «mais doze que em 2025», com verbas do «Orçamento do Estado e, nos casos elegíveis, receitas do Fundo Social Europeu através do Programa Demografia, Qualificações e Inclusão».
Do total de bolsas previstas, 83% correspondem a trabalhos realizados integralmente em instituições portuguesas. As «bolsas mistas», que dividem a investigação entre Portugal e o estrangeiro, «representam 16%, enquanto 1% dos projectos decorrerá por completo em instituições estrangeiras».
Na linha geral, as Ciências Sociais concentram 26% das bolsas, seguidas pelas Ciências da Engenharia e Tecnologias, com 20%, e pelas Humanidades, com 19%. Nos projectos em ambiente não-académico, as Ciências da Engenharia e Tecnologias representam 43%, enquanto as Ciências Médicas e da Saúde correspondem a 18%, as Ciências Naturais a 10% e as Ciências Sociais a 9%.
As bolsas poderão começar entre «1 de Setembro de 2026 e 1 de Agosto de 2027», no «primeiro dia do mês escolhido pelo candidato durante a contratação». Caso o processo fique concluído depois do início dos trabalhos financiados, a FCT «prevê o pagamento retroactivo dos apoios».
